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Boliviana de 14 anos vítima de estupro é transferida para UTI em Rio Branco

Policiais buscaram corpos de bolivianos na mata por mais de 36 horas - Divulgação/PM Acre
Policiais buscaram corpos de bolivianos na mata por mais de 36 horas Imagem: Divulgação/PM Acre
do UOL

Do UOL, em São Paulo

19/09/2020 20h44

Vítima de estupro e testemunha do assassinato da mãe e de dois irmãos, a adolescente boliviana de 14 anos foi transferida ontem para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital da Criança, em Rio Branco. Ela foi atingida por quatro tiros, sendo que uma das balas continua alojada em seu braço.

A equipe médica determinou a transferência de uma unidade de pronto-socorro para o Hospital da Criança para manter a estabilidade clínica da paciente. Uma segunda cirurgia para retirada do projétil foi suspensa até segunda ordem.

A chacina cometida por um grupo de acreanos ocorreu por volta das 7h de domingo. O inquérito aponta que a garota de 13 anos sofreu estupro de um brasileiro de Acrelândia que extraía madeira na propriedade onde a família dela morava, na Bolívia. O pai da vítima flagrou o abuso sexual ao retornar da lavoura. O boliviano desferiu um golpe de madeira no brasileiro, o amarrou em uma árvore e saiu para acionar a polícia.

O suspeito de estupro estava acompanhado de um parente. O familiar correu até em casa para pedir ajuda no resgate. Pelo menos seis brasileiros que moram na região rural de Acrelândia, interior do Acre, se dirigiram ao local e conseguiram desamarrá-lo enquanto o pai da vítima do abuso sexual ainda buscava o socorro policial na Bolívia. Ambas as famílias se conhecem, diz a investigação.

Durante o resgate, três dos familiares executaram a família a tiros. Eles atiraram primeiro na mãe e depois mataram os dois filhos homens. O trio também alvejou a garota vítima de estupro. Os corpos foram colocados embaixo de uma árvore, mas a menina sobreviveu e esperou os suspeitos irem embora para pedir socorro à margem do rio Abunã, que banha o seringal onde moram.

O pai da adolescente deseja que o crime seja investigado pela polícia boliviana, apesar da Polícia Civil do Acre ter aberto um inquérito e já ter prendido suspeitos de participação no crime.

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