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Hackers chineses roubaram dados na Espanha sobre vacina contra a covid-19, diz jornal

Seringa com vacina; informações são valiosas num momento de corrida pelo imunizante - SIPHIWE SIBEKO
Seringa com vacina; informações são valiosas num momento de corrida pelo imunizante Imagem: SIPHIWE SIBEKO

18/09/2020 09h40

Hackers chineses roubaram informações de laboratórios espanhóis que trabalham em uma vacina contra a covid-19, informou hoje o jornal El País.

Esta informação é divulgada no momento em que vários países competem na corrida por uma vacina para conter a pandemia de coronavírus, que já matou mais de 940.000 pessoas e contaminou 30 milhões em todo o mundo.

O jornal cita fontes informadas sobre esses ataques cibernéticos, mas não especifica quais informações foram roubadas ou quando ocorreram.

Os ataques a sistemas informáticos têm se repetido em diversos países que competem nessa corrida, segundo o jornal, que cita a diretora do Centro Nacional de Inteligência (CNI), Paz Esteban.

A responsável acrescentou que os respectivos serviços secretos trocam informações para evitar tais ataques, sem fornecer mais detalhes.

Em coletiva de imprensa ontem, Esteban alertou para o crescimento "qualitativo e quantitativo" dos ciberataques durante o confinamento.

A diretora do CNI destacou os ciberataques a "setores sensíveis como saúde e farmacêutico", bem como "uma campanha, especialmente virulenta, não só na Espanha, contra laboratórios que trabalham na busca de uma vacina para a covid-19".

A maior parte desses ataques cibernéticos, segundo fontes consultadas pelo jornal, partiu da China e da Rússia.

Em muitos casos, trata-se de entidades estatais, mas também existem universidades e organizações criminosas que comercializam as informações roubadas, acrescentam as fontes.

No caso da Espanha, sabe-se que o ataque veio da China.

Nenhum responsável do CNI pôde ser contatado no momento para comentar esta informação do El Pais.

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