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Em encontro com eleitores, Biden se dirige à classe trabalhadora

18/09/2020 09h28

Scranton, Estados Unidos, 18 Set 2020 (AFP) - Joe Biden atacou o presidente Donald Trump, na quinta-feira (18),por sua manipulação "quase criminosa" do coronavírus, quando o candidato democrata respondeu a perguntas de eleitores afetados pela pandemia em um estado que é crucial para suas aspirações eleitorais.

Ao retornar à cidade onde nasceu, o ex-vice-presidente participou de uma reunião ao ar livre em Scranton, na Pensilvânia, onde se apresentou como o campeão dos trabalhadores americanos que, segundo ele, foram ignorados por um presidente mais preocupado com promover Wall Street do que ajudar famílias trabalhadoras.

Enérgico ao responder às perguntas dos participantes, Biden também acusou Trump de saber da gravidade da ameaça do coronavírus no início do ano e, apesar disso, ter decidido escondê-la da nação.

"Ele sabia e não fez nada. É quase um crime", disse Biden em uma das muitas críticas ferozes que fez a Trump.

"Este presidente deveria renunciar", acrescentou.

O candidato, de 77 anos, comparou a eleição de 2020 entre ele e o bilionário magnata do mercado imobiliário Trump a "uma campanha entre Scranton e a Park Avenue".

Os americanos da classe trabalhadora - como a família em que Biden cresceu - "são tão bons quanto qualquer outra pessoa", disse ele.

"E caras como Trump, que herdaram tudo e desperdiçaram o que herdaram, são as pessoas com quem sempre tive problemas", completou.

As duras observações pareciam destinadas aos eleitores brancos da classe trabalhadora, de quem ele precisa receber mais apoio, se quiser reconquistar estados-chave tomados por Trump em 2016.

Biden também mostrou seu lado mais empático, falando com participantes doentes, que perderam familiares mortos por covid-19, ou que estão enfrentando problemas financeiros.

"Obrigada pelo que você faz", disse ele a uma enfermeira que votou em Trump em 2016.

- Estilos opostos -A menos de sete semanas para o dia da eleição, Biden aumentou suas aparições públicas depois de passar longos períodos em sua casa, em Delaware, mesmo com Trump multiplicando suas viagens aos chamados estados indecisos.

Agora, ambos estão se lançando a sério na campanha, embora de maneiras muito diferentes.

Trump voltou a Wisconsin para um evento público ao ar livre, no qual exibiu sua verve característica, em contraste com o estilo mais calmo de Biden.

Antes de sua partida, Trump criticou a decisão de muitos estados de estimularem o voto pelo correio para evitar riscos potenciais de coronavírus nas seções eleitorais.

A mudança, popular entre os democratas, vai promover o "caos eleitoral", tuitou o presidente, escrevendo uma mensagem toda em letras maiúsculas. Nela, disse ainda que o resultado da votação "nunca pode ser determinado com precisão".

Biden está tentando projetar uma alternativa tranquilizadora para a fúria de Trump.

No fórum organizado pela emissora CNN em Scranton, Biden respondeu a perguntas de uma audiência de cerca de 100 pessoas, que atendeu às regras de distanciamento social e que estacionou em frente ao palco para poder comparecer ao evento.

Falando para apoiadores em Wisconsin, Trump chamou o comício de Biden de "a coisa mais estranha" que ele já viu.

Trump se concentrou nas promessas de crescimento econômico, uma área onde as pesquisas mostram-no consistentemente à frente de Biden, e afirmou que, com os democratas, os fundos de pensão "vão cair para níveis de depressão".

As aparições de Biden e Trump ocorrem um dia depois de fortes tensões entre os candidatos sobre como lidar com a pandemia.

Trump insiste em que uma vacina segura e eficaz está muito perto de ser descoberta, enquanto Biden rejeita o prazo dado por seu oponente.

"Não confio no presidente quanto às vacinas", disse Biden, explicando que confia no principal especialista em doenças infecciosas do governo, Anthony Fauci.

"Se Fauci disser que a vacina é segura, eu tomo a vacina", garantiu.

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