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Covid-19 avança com 30 milhões de contaminados no mundo e Israel institui novo lockdown geral

Confinamento total em Israel entrará em vigor por três semanas;  medida foi anunciada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu - Oded Balilty/POOL/AFP
Confinamento total em Israel entrará em vigor por três semanas; medida foi anunciada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu Imagem: Oded Balilty/POOL/AFP

18/09/2020 06h40

Mais de 30 milhões de casos da covid-19 já foram registrados no mundo, de acordo com um balanço divulgado hoje, com uma taxa de transmissão alarmante na Europa e a volta da quarentena total em Israel. Novas medidas devem ser anunciadas hoje no Reino Unido e na Espanha.

O confinamento total em Israel entrará em vigor por três semanas. O país de nove milhões de habitantes registrou 1.163 mortes por coronavírus e a maior taxa de contaminação no mundo nas duas últimas semanas. A medida foi anunciada na semana passada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e foi alvo de um protesto que reuniu cerca de 400 pessoas em Tel Aviv, na noite de ontem.

"Quando Netanyahu anunciou a volta do confinamento, pensei em me matar", diz Yael, que participou da manifestação. "A economia está em queda, as pessoas estão perdendo o emprego, estão deprimidas. E por quê? Por nada!", diz.

Quase um milhão de mortos no mundo

Mais de 943 mil mortes foram oficialmente contabilizadas no mundo hoje, segundo estatísticas recolhidas pela agência AFP.

Com 197.589 mortes, os Estados Unidos são o país que registram mais vítimas, seguido pelo Brasil, com 134.935 mortes e pela Índia, com 83.198 vítimas. Os três países reúnem a metade dos doentes de todo o mundo.

Europa vive início de segunda onda

Na Europa, onde o número de novos casos é superior aos registrados em março e abril, a OMS (Organização Mundial da Saúde) julga o avanço da epidemia "alarmante." Alguns países, como o Reino Unido, onde o número de pessoas hospitalizadas dobra todos os dias, e a Espanha, devem anunciar novas medidas para controlar a propagação do SARS-Cov-2.

"A única maneira de fazer com que os britânicos possam aproveitar do Natal é ser rígido agora", afirmou o primeiro-ministro britânico Boris Johnson em entrevista ao tabloide The Sun.

Novas restrições entram em vigor hoje no nordeste da Inglaterra, onde vivem duas milhões de pessoas. Familiares que vivem em lares diferentes não poderão ir às casas uns dos outros, por exemplo. O Reino Unido é o país europeu com maior número de vítimas, com 41.700 óbitos.

Na Espanha, a preocupação é a região de Madri, que concentra um terço do novos casos e mortes contabilizados no país. "Temos que fazer tudo o que estiver a nosso alcance para controlar a situação", afirmou o ministro espanhol da Saúde, Salvador Illa.

No sul da capital, os casos explodiram, com mil contaminações para cada 100 mil habitantes - a epidemia é considerada sob controle quando essa proporção é de 50 para 100 mil. Um novo confinamento não está descartado.

Na França, o ministro da Saúde, Olivier Véran, também anunciou novas restrições, como o fechamento de bares ou a proibição de reuniões públicas em Marselha, Lyon e Nice.

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