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Nova York adia novamente início de aulas presenciais em escolas públicas

17/09/2020 21h30

Por Jonathan Allen e Maria Caspani

NOVA YORK (Reuters) - Com apenas quatro dias de antecedência, o prefeito da cidade Nova York, Bill de Blasio, anunciou nesta quinta-feira o adiamento do reinício do ensino presencial nas escolas públicas da cidade pela segunda vez, enquanto o maior distrito escolar dos Estados Unidos tem dificuldades para encontrar funcionários dispostos a trabalhar em salas de aula durante a pandemia do coronavírus. 

Embora as aulas remotas pela internet já tenham começado, o início do ensino presencial havia sido adiado anteriormente do dia 10 de setembro para o dia 21, para os alunos que optaram por voltar às salas de aula.

Agora, apenas crianças em idade pré-escolar e alunos com necessidades especiais de aprendizagem irão se dirigir aos prédios escolares na segunda-feira, disse o prefeito em entrevista coletiva. Estudantes do ensino primário irão começar na terça-feira, dia 29 de setembro. Alunos do ensino médio começam no dia 1 de outubro. 

O adiamento aconteceu após líderes de sindicatos de professores contatarem de Blasio na quarta-feira com "preocupações reais", de acordo com o prefeito, que é responsável por um sistema escolar que atende mais de 1,1 milhão de crianças e adolescentes. 

"Embora eles reconheçam que houve um progresso real, não foi feito o suficiente, e é preciso fazer mais para nos certificarmos de que as coisas estejam firmes como elas precisam estar", disse de Blasio a jornalistas. 

O prefeito disse que estudantes e funcionários permaneciam mudando de opinião sobre sua disposição para o ensino presencial, o que tornava difícil o planejamento para direcionar professores para equipar cada sala de aula. No total, 4.500 educadores foram contratados, disse de Blasio, acrescentando que espera anunciar ainda mais contratações nas próximas semanas. 

A maioria dos outros distritos escolares nos Estados Unidos descartou planos de retomar o ensino presencial no momento. Em Los Angeles, segundo maior distrito escolar do país, e em Chicago, os estudantes estão ficando em casa e usando computadores para assistir suas aulas. 

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