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Tiros de foguete contra Israel visam "impedir" a paz com os países do Golfo, diz Netanyahu

16/09/2020 04h15

O exército israelense bombardeou na madrugada desta quarta-feira (16) vários alvos da Faixa de Gaza, em represália ao lançamento de foguetes desde o território palestino contra Israel, de acordo com fontes de segurança palestinas.

O exército israelense bombardeou na madrugada desta quarta-feira (16) vários alvos da Faixa de Gaza, em represália ao lançamento de foguetes desde o território palestino contra Israel, de acordo com fontes de segurança palestinas.

O premiê isralense reagiu no início da manhã desta quarta-feira, dizendo que os ataques contra o país "impedem a paz na região". Já o Hamas preveniu sobre o risco de uma "escalada militar." Durante a madrugada, sirenes soaram em várias cidades israelenses próximas à Faixa de Gaza, o território palestino onde vivem dois milhões de habitantes sob o controle do Hamas, submetido ao bloqueio israelense. 

A rádio oficial do Hamas na Faixa de Gaza anunciou o lançamento de pelo menos três foguetes contra Israel, enquanto várias fontes de segurança em Gaza informaram que bombardeios aéreos de origem israelense foram realizados no território palestino.

Os ataques não deixaram vítimas. Segundo a Tsahal, o exército israelense, oito foguetes foram lançados em direção de Israel e interceptados pelo sistema de defesa Domo de Ferro. Em comunicado, os militares também especificaram que entre os alvos em Gaza estavam usinas de fabricação de armas e de explosivos e um local utilizado pelo Hamas para treinamento e testes de armamento.

Foguetes em protesto pela asssinatura de acordo

A organização Jihad Islâmica declarou que, em resposta aos bombardeios israelenses, a resistência atirou diversos foguetes. Na terça-feira à noite, foram lançados desde Gaza foguetes em protesto pela assinatura, em Washington, dos acordos de normalização das relações entre o Estado judaico e dois países árabes, os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein. O exército israelense respondeu com bombardeios.

Após afirmar que cinco ou seis países adicionais seguiriam "muito em breve" o exemplo dos dois Estados do Golfo, Trump mencionou uma meta ainda mais ambiciosa de "sete ou oito" países, "incluindo os grandes", como a Arábia Saudita.

Netanyahu chamou os acordos de  "um marco na história" capaz de "encerrar o conflito árabe-israelense de uma vez por todas". Assim, Israel estabelece formalmente relações diplomáticas com esses dois países árabes, a primeira conquista do gênero desde os tratados de paz com o Egito e a Jordânia em 1979 e 1994, respectivamente. Os palestinos consideram esse acordo como uma traição.

(Com informações da AFP)

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