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Papa Francisco lamenta assassinato de padre italiano e pede orações

16/09/2020 08h08

O papa Francisco lamentou, durante a audiência geral hoje, o assassinato do padre Roberto Malgesini, ocorrido um dia antes na cidade de Como, na Lombardia.

"Quero lembrar neste momento dom Roberto Malgesini, sacerdote da diocese de Como, que ontem de manhã foi morto por uma pessoa necessitada que ele mesmo ajudava, uma pessoa com doença mental", disse o líder religioso

"Uno-me à dor e à oração de seus familiares e da comunidade local e, como disse o seu bispo, dou graças a Deus pelo seu testemunho, como por seu martírio, um testemunho de caridade com os mais pobres", adicionou Francisco.

Além de pedir orações por Malgesini, o Pontífice pediu também que o povo reze por "todos os padres, freiras, laicos e laicas que trabalham com as pessoas necessitadas e descartadas da sociedade".

Segundo as primeiras informações da polícia, o religioso de 51 anos foi morto com uma facada por um homem tunisiano que tinha problemas mentais enquanto distribuía café da manhã para estrangeiros e para pessoas pobres da comunidade. Identificado como Ridha Mahmoudi, 53 anos, ele foi preso e dará seu primeiro depoimento formal amanhã aos investigadores de Como.

Mahmoudi assumiu o assassinato já no momento em que se entregou para os policiais que atenderam o caso e, conforme os agentes, disse que cometeu o homicídio com base em suas "motivações confusas".

O homem não tem mais permissão de permanência na Itália desde 2014, após se divorciar da esposa italiana e tem uma ficha criminal por delitos menores. Ainda conforme os policiais que o prenderam, ele afirmou que tinha "certeza" de que havia um complô para fazer a sua repatriação e que faziam parte desse grupo autoridades locais, juízes, advogados e médicos - e até mesmo o padre que tanto o ajudou nos últimos anos. O tunisiano afirmou que estava com a faca porque tinha certeza que havia pessoas o perseguindo diariamente.

A morte de Malgesini, conhecido como o "padre dos últimos", foi muito sentida pelos migrantes que vivem na cidade. Em vários relatos desde a notícia do seu falecimento, inúmeros foram os que prestaram homenagem e lembraram do acolhimento dado por ele ao chegarem na Itália.

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