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MP investiga encontro de Cláudio Castro com empresário preso, diz TV

Claudio Castro - Folhapress
Claudio Castro Imagem: Folhapress
do UOL

Do UOL, em São Paulo

16/09/2020 20h44

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) investiga encontro entre o governador em exercício, Cláudio Castro (PSC), e um empresário preso por suspeita de corrupção, de acordo com informações divulgadas pelo "Jornal Nacional", da TV Globo, na noite de hoje.

A suspeita do Ministério Público é que Castro tenha recebido propina de uma empresa com quem o governo estadual mantinha contratos milionários. O político negou as acusações.

O encontro ocorreu no dia 29 de julho de 2019, no Shopping Downtown, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, onde funciona a Servlog Rio, empresa acusada de pagar propina por contratos com a Fundação Leão XIII, do governo do estado, segundo os investigadores.

Nas imagens, Castro chega com uma mochila nas costas e, dez minutos depois, já é visto no elevador ao lado do empresário Flávio Chadud. Os dois sobem juntos em direção à sede da empresa.

Um dia depois desse encontro, Chadud foi preso na Operação Catarata, realizada pelo Ministério Público. Bruno Campos Selem, administrador da Servlog, tido como braço direito de Chadud, também foi alvo nesta mesma operação e já fechou acordo de delação. Ele calcula que Castro tenha recebido até R$ 100 mil em propinas.

Selem afirmou à Promotoria que Castro recebia propinas e auferia vantagens políticas com o projeto, como adiantou a Folha ainda na semana passada. O programa oferece atendimento médico gratuito em unidades móveis pela cidade.

Castro foi vereador entre 2017 e 2018, quando deixou o cargo ao ser eleito vice-governador na chapa de Wilson Witzel (PSC). Antes, ele era chefe de gabinete do deputado Márcio Pacheco (PSC) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Ele assumiu o governo tem duas semanas, após o afastamento por 180 dias de Witzel, acusado de corrupção. O governador interino é investigado no mesmo inquérito do titular do cargo, sob suspeita de atuar para o desvio de verbas da saúde destinada a municípios do interior.

À TV Globo, Castro criticou o vazamento de informações, disse que a delação de Selem é mentirosa, que nunca encontrou o administrador no escritório da empresa e que determinou o corte de R$ 7 milhões no contrato do empresário com o governo do estado logo no início das denúncias.

Chadud também negou as acusações, disse que "não teve chances de se explicar e que o delator "tratou as imagens e deu a definição que quis".

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