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Escritório de líder do governo na Câmara é alvo de operação

Escritório do deputado Ricardo Barros (foto) é alvo de operação - Paulo Lisboa/Brazil Photo Press/Folhapress
Escritório do deputado Ricardo Barros (foto) é alvo de operação Imagem: Paulo Lisboa/Brazil Photo Press/Folhapress
do UOL

Luciana Amaral e Nathan Lopes

Do UOL, em Brasília e em São Paulo

16/09/2020 09h12Atualizada em 16/09/2020 11h55

A Polícia Civil cumpriu na manhã de hoje um mandado de busca e apreensão no escritório político do deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara, em Maringá (PR). A ação faz parte de uma operação do MP-PR (Ministério Público do Paraná).

Segundo o MP, a investigação apura os crimes de lavagem de dinheiro e corrupção para "facilitar negócio no ramo de energia eólica".

Barros estaria envolvido em um esquema sobre contratos no setor de energia entre 2011 e 2014. No período, ele foi secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul do Paraná, no governo de Beto Richa (PSDB).

Em nota, a assessoria do deputado diz que Barros "está tranquilo e em total colaboração com as investigações". "O parlamentar reafirma a sua conduta ilibada e informa que solicitou acesso aos autos do processo para poder prestar mais esclarecimentos à sociedade e iniciar sua defesa. Ricardo Barros, relator da Lei de Abuso de Autoridade, repudia o ativismo político do judiciário".

No total, a 12ª Vara Criminal da capital paranaense expediu oito mandados de busca e apreensão. Além do escritório de Barros, endereços comerciais e residências também foram alvo da operação.

Segundo o MP, a investigação foi assumida pela Promotoria paranaense em 2019, quando o STF (Supremo Tribunal Federal) encaminhou para a Justiça Estadual investigações "decorrentes de colaboração premiada feita no âmbito da Operação Lava Jato".

"Lava Jato tirou Lula da eleição"

Na semana passada, em entrevista ao UOL, Barros criticou a Lava Jato e disse que a operação atuou para tirar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) da eleição de 2018.

"É claro que há uma parcialidade na posição da Lava Jato, todos sabem disso. É evidente, é visível. Tirou o Lula da eleição, produziu uma situação nova para o país, a interpretação [da lei] mudou... Era uma [interpretação], mudou para prender Lula. Passou a eleição, mudou para soltar Lula. Não precisamos fazer muito esforço para perceber ativismo político", disse.

O parlamentar assumiu a liderança do governo Bolsonaro em agosto, substituindo o deputado Vitor Hugo (PSL-GO).

Barros também foi ministro da Saúde durante o governo de Michel Temer (MDB) e foi prefeito de Maringá entre 1989 e 1993. O deputado cumpre o seu sexto mandato na Câmara.

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