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Madri terá confinamentos seletivos para combater propagação da Covid-19

16/09/2020 13h28

Madri, 16 set (EFE).- O governo regional de Madri tomará medidas "mais drásticas" para impedir o avanço do novo coronavírus, adotando a estratégia dos "confinamentos seletivos" nas áreas de maior incidência, bem como restrições à mobilidade e concentração de pessoas.

Segundo anúncio feito nesta quarta-feira pelo vice-ministro da Saúde Pública e do Plano Covid-19 da Comunidade de Madri, Antonio Zapatero, as medidas serão conhecidas no próximo final de semana.

A região de Madri tem 6,5 milhões de habitantes, dos quais cerca de metade estão na capital.

A Comunidade de Madri acumula um terço das novas infecções nas últimas 24 horas (1.207), segundo os últimos dados oficiais.

O Ministério estima em 21% o percentual de leitos ocupados por pacientes cobiçosos na Comunidade de Madri, em comparação com a média nacional de 8,5% e o aumento dos casos também está impactando a atenção primária, cujos médicos afirmam estar saturados.

Durante entrevista coletiva ontem, Zapatero explicou que a situação na região de Madri é de "manter o nível de infecção", mas considerou que é necessário antecipar e contemplar "todo o tipo de medidas", cujo objetivo é baixar a curva da número de casos, acrescentou.

Zapatero esclareceu que "tecnicamente" não é possível falar em confinamento e é necessário estudar os aspectos jurídicos dessa medida, mas frisou que, dada a situação epidemiológica da região, "temos de dar um passo em frente", pois existe um "relaxamento" de comportamento cidadão que "não podemos pagar".

Até agora, apesar do aumento de casos nas últimas semanas, principalmente na parte sul da capital e na região, o governo local tem resistido a tomar medidas mais restritivas, como tem acontecido nas últimas semanas em várias outras regiões espanholas.

Por outro lado, a Comunidade de Madri solicitou ao Ministério da Saúde que a quarentena fosse reduzida de 14 para sete dias pois, em sua opinião, o cumprimento do período de isolamento é muito mais eficaz do que não ser respeitado. EFE

msr/phg

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