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EUA: Garoto de 13 anos morre após contrair ameba comedora de cérebro em rio

Tanner Lake Wall, de 13 anos, morto após ser contaminado por uma ameba comedora de cérebro nos Estados Unidos - Reprodução/NBC
Tanner Lake Wall, de 13 anos, morto após ser contaminado por uma ameba comedora de cérebro nos Estados Unidos Imagem: Reprodução/NBC
do UOL

Do UOL, em São Paulo

16/09/2020 13h51

Um garoto de 13 anos morreu na Flórida devido a uma ameba comedora de cérebro, contraída durante uma viagem de férias com a família.

Tanner Lake Wall foi infectado pelo protozoário enquanto nadava em um rio, em um acampamento familiar em Madison, na última semana de julho. A mãe do garoto, Alicia Whitehill, disse ao canal NBC, que o protozoário Naegleria fowleri, encontrado no solo e na água, entrou no corpo do filho pelo nariz.

O passeio foi feito em uma sexta-feira. Quatro dias depois, Tanner começou a se sentir mal. Segundo Alicia, ele teve uma dor de cabeça que foi ficando cada vez mais forte e depois começou a sentir náusea e febre.

"Na quinta-feira nós o levamos ao centro médico comunitário em Palatka, na Flórida. O médico do pronto-socorro disse que ele estava com a garganta fechada, fez algumas recomendações ao Tanner e avisou que ele seria dispensado", contou ela ao canal.

No entanto, a mãe insistiu que o problema do filho era outro e solicitou que os médicos ajudassem a transportar Tanner para outro hospital. O médico negou o pedido.

"Isso irritou o médico do pronto-socorro", disse ela. "Eles nos disseram para dar tempo para que os medicamentos fazerem efeito. E se recusaram a pedir transporte médico, então exigimos que liberassem Tanner para que pudéssemos levá-lo a outro hospital".

O menino foi levado para o Hospital Shands, onde ficou em observação e passou por exames. Ele foi diagnosticado com meningite bacteriana e foi transferido para a UTI pediátrica. No entanto, os médicos precisaram colocar um tubo no cérebro de Tanner para conter um inchaço excessivo e o acúmulo de líquido no cérebro.

Mesmo com a intervenção, foi constatada a morte cerebral do garoto no domingo, pouco mais de uma semana depois do passeio no lago. Para a mãe do garoto, o erro no primeiro diagnóstico custou a vida de Tanner.

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