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Em carta a Mourão, países europeus cobram medidas contra desmate

16/09/2020 15h09

SÃO PAULO, 16 SET (ANSA) - Em uma carta enviada ao vice-presidente Hamilton Mourão nesta quarta-feira (16), oito países europeus cobraram o governo brasileiro a tomar iniciativas para combater o avanço do desmatamento na Floresta Amazônica.   


O documento, assinado pelos embaixadores de Alemanha, Dinamarca, França, Itália, Holanda, Noruega, Reino Unido e Bélgica, diz que a "tendência crescente de desflorestamento no Brasil está tornando mais difícil" o investimento no país.   


"Enquanto os esforços europeus buscam cadeias de suprimento não vinculadas ao desflorestamento, a atual tendência crescente de desflorestamento no Brasil está tornando cada vez mais difícil para empresas e investidores atender a seus critérios ambientais, sociais e de governança", afirma o texto.   


Além disso, o grupo ressalta a preocupação com as "taxas alarmantes" do desmate na Amazônia. De acordo com o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, que coordena o Sistema de Alerta de Desmatamento do Imazon, o desmatamento na floresta brasileira subiu 68% em agosto em comparação com o mesmo período do ano passado.   


Ao todo, foram 1.499 km², um aumento de 23% a mais do que em 2019. No Pantanal, por sua vez, as queimadas também registraram recordes em 2020.   


"Os países que se reúnem através da Parceria das Declarações de Amsterdã compartilham da preocupação crescente demonstrada pelos consumidores, empresas, investidores e pela sociedade civil Europeia sobre as atuais taxas de desflorestamento no Brasil", diz um dos trechos da carta.   


As nações também dizem que "na Europa, há um interesse legítimo no sentido de que os produtos e alimentos sejam produzidos de forma justa, ambientalmente adequada e sustentável". "Como resposta a isso, agentes comerciais, como fornecedores, negociantes e investidores, vêm refletindo cada vez mais esse interesse em suas estratégias corporativas".   


De acordo com o grupo, a situação confirma a importância fundamental de garantir que os órgãos de fiscalização se mostrem capaz de monitorar o desmatamento, além de aplicar as devidas leis.   


Mourão atua como presidente do Conselho da Amazônia e em junho passado ele já havia recebido uma carta de investidores estrangeiros para alertar sobre os efeitos do crescente desmatamento e aumento de queimadas. (ANSA)
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