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Barbados quer que a rainha Elizabeth deixe de ser sua chefe de Estado

16/09/2020 14h42

Miami, 16 Set 2020 (AFP) - Barbados anunciou sua intenção de que a rainha Elizabeth II deixe de ser sua chefe de Estado em novembro do ano que vem, uma decisão que pretende deixar para trás qualquer vestígio de seu passado colonial.

A governadora-geral da ilha caribenha, Sandra Mason, anunciou essa decisão durante o discurso conhecido como Discurso do Trono.

"Chegou o momento de deixar nosso passado colonial completamente para trás", disse Mason, que falou em nome da primeira-ministra, Mia Mottley.

Mais de meio século após conquistar a independência do Reino Unido, "os habitantes de Barbados querem um chefe de Estado de Barbados", acrescentou. "Esta é a declaração máxima de confiança em quem somos e no que somos capazes de conseguir".

Mason disse que "Barbados dará o próximo passo lógico à soberania total e se tornará uma república" quando a ilha celebrar seu 55o aniversário de independência, em 30 de novembro de 2021.

Questionado sobre esta decisão, um porta-voz do Palácio de Buckingham disse: "Este é um assunto do governo e do povo de Barbados".

A rainha Elizabeth é chefe de Estado do Reino Unido e outros 15 países (Antígua e Barbuda, Austrália, Bahamas, Barbados, Belize, Canadá, Granada, Jamaica, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Ilhas Salomão e Tuvalu) que estiveram sob mandato do Reino Unido.

Muitos habitantes de Barbados pediram no passado que a rainha Elizabeth fosse retirada do cargo de chefe de Estado devido a suas persistentes associações imperialistas, e vários dos líderes da ilha defendem torná-la uma república.

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