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Guerrilha libera indígena sequestrado com ex-vice-presidente do Paraguai

Ex-vice-presidente do Paraguai desapareceu em região de guerrilha - Jorge Adorno/Reuters
Ex-vice-presidente do Paraguai desapareceu em região de guerrilha Imagem: Jorge Adorno/Reuters

15/09/2020 13h02

O grupo guerrilheiro Exército do Povo Paraguaio (EPP) libertou ontem o jovem indígena sequestrado junto com o ex-presidente do Paraguai Oscar Denis, de 74 anos, na semana passada no norte do país vizinho.

O ministro do Interior, Euclides Acevedo, confirmou nas redes sociais a liberação de Adelio Mendoza, de 21 anos de idade e empregado de uma fazenda de Denis, que supostamente ainda está nas mãos da guerrilha. Os dois foram levados na última quarta-feira após saírem da propriedade em um veículo no departamento de Amambay.

As primeiras informações apontam para o fato de que o jovem chegou a pé à fazenda La Tranquerita, do ex-vice-presidente, que se aposentou da política e se dedica à criação de gado.

Perguntado pela Agência Efe sobre a possibilidade de que o funcionário tenha repassado alguma mensagem de Denis, o porta-voz da Força-Tarefa Conjunta (FTC), responsável pela segurança na região, o tenente-coronel Luis Apesteguía, negou, mas fez uma ressalva: "Tudo é muito recente".

O Ministério Público também declarou em suas redes sociais que Mendoza está recebendo apoio de psicólogos no Centro de Assistência às Vítimas. Sua libertação aconteceu horas depois que a família do político e empresário pediu aos sequestradores um canal de comunicação e uma prova de vida de Denis.

Os familiares começaram neste domingo a distribuir alimentos em uma comunidade camponesa de Concepción, seguindo as exigências da guerrilha, lida na sexta-feira em um comunicado de uma das filhas do ex-vice-presidente. Na ocasião, o EPP deu aos parentes oito dias para dar comida e suprimentos no valor de US$ 2 milhões em 40 localidades para entregar o refém vivo.

Os guerrilheiros também disseram à família para entregar uma bolsa com medicamentos para Denis, com histórico de diabetes e hipertensão, perto do local onde ocorreu o sequestro, e que a área deveria ser liberada da presença militar.

Há cinco dias, autoridades locais comunicaram o desaparecimento - depois definido como sequestro - de Denis e o do funcionário em uma área próxima ao local onde há duas semanas houve confrontos entre forças de segurança e guerrilheiros do Exército do Povo Paraguaio (EPP), nos quais duas meninas de 11 anos foram mortas.

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