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Irã comemora derrota na ONU de resolução americana que amplia embargo de venda de armas

15/08/2020 09h32

O Irã celebrou neste sábado (15) o que chamou de "humilhação" sofrida pelos Estados Unidos, após o Conselho de Segurança da ONU rejeitar uma resolução proposta por Washington para ampliar o embargo sobre a venda de armas à república islâmica. 

O Irã celebrou neste sábado (15) o que chamou de "humilhação" sofrida pelos Estados Unidos, após o Conselho de Segurança da ONU rejeitar uma resolução proposta por Washington para ampliar o embargo sobre a venda de armas à república islâmica.

 

Apenas dois dos 15 membros do Conselho votaram a favor da medida, o que mostra a divisão entre Washington e seus aliados europeus desde que o presidente Donald Trump se retirou, de modo unilateral em 2018, do acordo nuclear. "Os Estados Unidos fracassaram em sua conspiração", afirmou o presidente do Irã, Hassan Rohani, em uma entrevista coletiva. "Na minha opinião, este dia entrará para a história do Irã e para a história de luta contra a arrogância global", completou.

Os aliados europeus de Washington optaram pela abstenção. Teerã ironizou a administração Trump por ter conquistado o apoio apenas de outro país, a República Dominicana. "Nos 75 anos de história das Nações Unidas, Estados Unidos nunca apareceram tão isolados", tuitou o porta-voz do ministério iraniano das Relações Exteriores, Abbas Musavi. "Apesar de todas as viagens, pressões e divulgação de boatos, o governo dos Estados Unidos só conseguiu mobilizar um pequeno país (para votar) com ele", completou.

O resultado aumenta a probabilidade de que os Estados Unidos tentem forçar unilateralmente o retorno das sanções da ONU, o que, segundo analistas, ameaça levar o Conselho a uma de suas piores crises diplomáticas." O fato de que o Conselho de Segurança não atue com decisão em defesa da paz e da segurança internacional é imperdoável", afirmou o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, em um comunicado.

O embargo sobre as armas expira em 18 de outubro, de acordo com os termos de uma resolução que aprovou o acordo nuclear do Irã, assinado em junho de 2015 e denominado Plano de Ação Integral Conjunto (JCPOA). Desde que o governo Trump se retirou do acordo e retomou as sanções contra o Irã, em uma campanha de "pressão máxima", Teerã pouco a pouco deixou de cumprir o acordo nuclear, mas tentou obter a suspensão das sanções que prejudicam a economia do país.

Unilateralismo fracassará, diz China

Os aliados europeus dos Estados Unidos, que ao lado da Rússia e da China assinaram o acordo com o Irã, apoiaram a extensão do embargo de armas convencionais de 13 anos, mas a prioridade desses países é preservar o JCPOA. O texto da resolução americana  pedia uma prorrogação por tempo indeterminado do embargo ao Irã, uma medida considerada pelos diplomatas como uma ameaça ao acordo nuclear.

O Irã afirma que a continuidade da proibição significaria o fim do acordo nuclear. Os resultados oficiais apontaram dois votos contrários e 11 abstenções, incluindo França, Reino Unido e Alemanha, aliados europeus dos Estados Unidos.  Rússia e China votaram contra a resolução. "O resultado demonstra mais uma vez que o unilateralismo não goza de apoio e que a intimidação fracassará", tuitou a missão da China na ONU.

(Com informações da AFP)

 

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