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Europa acelera restrições diante de segunda onda do coronavírus

15/08/2020 09h59

O temor cresce na Europa com a chegada de uma segunda onda de coronavírus. Vários países, como França e Reino Unido, intensificaram neste sábado (15) a imposição de novas restrições com o objetivo de frear a propagação da pandemia, que já superou 21 milhões de contágios no mundo.

O temor cresce na Europa com a chegada de uma segunda onda de coronavírus. Vários países, como França e Reino Unido, intensificaram neste sábado (15) a imposição de novas restrições com o objetivo de frear a propagação da pandemia, que já superou 21 milhões de contágios no mundo.

O conjunto de medidas marca uma desaceleração abrupta no processo de flexibilização do confinamento iniciado em meados de maio em grande parte do Velho Continente, após a primeira onda letal de coronavírus que atingiu principalmente a Espanha, a Itália, a França e o Reino Unido.

A prefeitura de Paris ampliou neste sábado as regiões da cidade onde o uso da máscara será obrigatório, poucos dias depois de adotar pela primeira vez esta restrição que já estava em vigor em várias cidades europeias.

"A circulação da Covid-19 na região parisiense de Ile-de-France desacelerou bastante após o fim do confinamento, mas, desde meados de julho, todos os indicadores mostram que o vírus circula novamente de maneira mais ativa na região: quase 600 pessoas testam positivo diariamente para Covid-19", afirmou a prefeitura ao justificar a medida.

Em Lourdes, no sudoeste do país, a celebração de Nossa Senhora da Assunção, que reúne habitualmente 25.000 fiéis e é considerada como uma das peregrinações mais importantes do catolicismo, acontece neste sábado com 10.000 pessoas, todas obrigadas a usar máscara.

Reino Unido aplica quarentena

Em consequência da nova onda de contágios na França, o Reino Unido passou a aplicar a partir deste sábado uma quarentena de 14 dias aos viajantes procedentes desse país, assim como da Holanda e Malta. A medida já estava em vigor para Espanha, Bélgica, Andorra e Bahamas.

Milhares de britânicos se apressaram nas últimas horas para retornar ao país. "Voltamos para casa para evitar (a quarentena) porque minha mulher trabalha e eu tenho de cuidar da nossa neta", disse à AFP Paul Trower, um aposentado que cancelou as férias e voltou de balsa de Calais, norte da França.

Na Espanha, com 3.000 infecções diárias nos últimos dois dias, o governo decretou na sexta-feira (14) a proibição de cigarro nas ruas, exceto quando for possível observar a distância de segurança de dois metros, medida que já estava em vigor na Galícia e nas Canárias. Também foram fechadas discotecas, bares noturnos e outros locais. Os restaurantes e outros bares devem fechar as portas às 1h da manhã.

O aumento dos contágios não é acompanhado no momento por um crescimento no mesmo ritmo do número de mortos, de acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

América Latina supera 6 milhões de casos

O novo coronavírus matou mais de 760.000 pessoas em todo o planeta e mais de 21,2 milhões foram infectadas em todo o mundo, segundo balanço mais recente da Agência Frances Presse, com base em fontes oficiais.

A região da América Latina e Caribe, a mais afetada pela doença, superou neste sábado a marca de seis milhões de casos, e também registra o maior número de mortos, com 237.791.

Nos últimos sete dias, quase metade das mortes no mundo por Covid-19 aconteceram na América Latina e Caribe (21.900 óbitos dos 44.400 registrados a nível global).

No Brasil, o país da região mais afetado, com 106.500 vítimas fatais e mais de 3,2 milhões de casos, a popularidade do presidente Jair Bolsonaro, que minimizou a doença e depois contraiu a Covid-19, registra os melhores índices desde sua chegada ao poder, com uma forte aprovação entre os beneficiários dos auxílios para enfrentar a pandemia.

Uma pesquisa Datafolha mostra que o índice de aprovação do presidente subiu cinco pontos percentuais desde junho, de 32% a 37%, enquanto a rejeição caiu de 44% a 34%.

Argentina amplia isolamento

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, ampliou o isolamento social até 30 de agosto, com alguma flexibilidade em Buenos Aires e mais rigor nas províncias em que o vírus está em aceleração.

O Equador, que se aproxima de 100.000 casos de coronavírus, prorrogou até 13 de setembro o estado de exceção em vigor desde março.

O governo dos Estados Unidos, país com o balanço mais grave da doença (mais de 167.200 mortos e mais de 5,2 milhões de casos), anunciou a manutenção das restrições para as viagens não essenciais em suas fronteiras com o México e o Canadá até 21 de setembro.

A esperança de uma vacina

Na Ásia, a Coreia do Sul reforçou as restrições em Seul e seus arredores, no momento em que o país registra o maior número diário de novas infecções em mais de cinco meses.

Nas últimas 24 horas foram registrados 166 novos casos, o maior número desde o início de março, o que eleva o total do país a 15.039 contágios e 305 mortes.

A Nova Zelândia, elogiada pela resposta à primeira onda, prorrogou até 26 de agosto o confinamento em Auckland para frear os novos focos.

Diante de um vírus que não dá trégua, a esperança passa por uma vacina.

Na América Latina, Argentina e México anunciaram durante a semana um acordo para produzir a vacina em estudo pelo laboratório AztraZeneca e a Universidade de Oxford. O Brasil não integra o projeto por ter os próprios acordos com laboratórios e universidades.

O governo dos Estados Unidos, que investiu mais de US$ 10 bilhões em seis projetos de vacinas e assinou contratos que garantem a entrega de centenas de milhões de doses em caso de êxito, prometeu vacinar os americanos gratuitamente.

 

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