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Putin anuncia homologação da "primeira vacina" contra a Covid-19 e conta que filha foi cobaia

11/08/2020 07h21

O presidente Vladimir Putin declarou nesta terça-feira (11) que a Rússia desenvolveu a "primeira" vacina contra o novo coronavírus, que provoca uma "imunidade duradoura". Em uma videoconferência com integrantes do governo exibida pela televisão, Putin relatou que uma de suas filhas tomou a vacina. "Acho que ela participou nos experimentos", disse Putin, antes de acrescentar que ela teve um pouco de febre e "nada mais".

O presidente Vladimir Putin declarou nesta terça-feira (11) que a Rússia desenvolveu a "primeira" vacina contra o novo coronavírus, que provoca uma "imunidade duradoura". Em uma videoconferência com integrantes do governo exibida pela televisão, Putin relatou que uma de suas filhas tomou a vacina. "Acho que ela participou nos experimentos", disse Putin, antes de acrescentar que ela teve um pouco de febre e "nada mais".

Nas últimas semanas, cientistas estrangeiros expressaram preocupação com a rapidez de criação de uma vacina contra esse vírus. A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu respeito às diretrizes estabelecidas e que a Rússia seguisse "todos os estágios" necessários para desenvolver uma vacina segura.

Nesta manhã, poucos minutos depois de o Ministério da Saúde russo homologar o novo produto, Putin afirmou:  "Sei que é bastante eficaz, que dá uma imunidade duradoura", completou.

A vacina, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya - um centro de pesquisa estatal localizado em Moscou - será distribuída em 1° de janeiro de 2021, de acordo com o registro nacional de medicamentos do Ministério da Saúde, consultado pelas agências de notícias russas. A autorização concedida pelas autoridades russas da Saúde, após menos de dois meses de ensaios clínicos em humanos, abre caminho para uma utilização da vacina em larga escala pela população, mesmo que as últimas etapas dos testes clínicoscontinuarão ocorrendo, principalmente para determinar sua segurança e eficácia. Os chamados ensaios de "fase III" contam com a participação de milhares de voluntários e seus resultados costumam ser exigidos antes da obtenção de uma licença para a comercialização do produto no mercado.

A velocidade com que a Rússia está tentando distribuir sua vacina ilustra a determinação de Putin  em vencer a corrida planetária que se instalou entre países e laboratórios para fornecer um

produto eficaz na luta contra a pandemia do novo coronavírus. Mas gera preocupação entre cientistas pela prioridade dada à reputação da Rússia, ao invés da segurança e do rigor científico.

Das cem vacinas atualmente em desenvolvimento em todo o mundo, pelo menos quatro estão na últuma fase dos ensaios de fase III em humanos, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde.

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