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Israel fecha ponto de entrada de mercadorias em Gaza, mas Egito abre o de Rafah

11/08/2020 13h29

Jerusalém, 11 Ago 2020 (AFP) - Autoridades de Israel anunciaram na madrugada desta terça-feira, horário local, o fechamento do ponto de entrada das mercadorias entre o país e a Faixa de Gaza, em represália a lançamentos recentes de balões incendiários a partir do enclave palestino.

Por sua vez, a única passagem entre o enclave e o Egito, a de Rafah, foi reaberta durante o dia em ambas as direções. Desta forma, os moradores de Gaza poderão deixar a Faixa pela primeira vez desde o início da pandemia de COVID-19.

Na manhã de segunda-feira, islamitas do Hamas, que governam Gaza, lançaram foguetes na direção do Mediterrâneo, e, à noite, fontes israelenses deram conta de lançamentos de balões incendiários, que causaram pânico em setores do sul de Israel, sem deixar vítimas.

O órgão israelense responsável pelas operações civis nos Territórios Palestinos (Cogat) anunciou que o posto de Kerem Shalom, por onde entram as mercadorias de Israel para Gaza, "será fechado para a passagem de todos os bens, exceto ajuda humanitária essencial e combustível.

Esta decisão foi tomada devido aos lançamentos contínuos de balões incendiários a partir da Faixa de Gaza em direção a Israel", diz o texto, enviado à AFP, em que o Hamas é acusado de ser responsável pelos lançamentos, uma vez que controla o território, de 2 milhões de habitantes.

Balões incendiários foram lançados na última semana do enclave palestino para Israel em diversas ocasiões, o que fez com que Israel respondesse atacando posições do Hamas. Segundo analistas palestinos, os lançamentos têm o objetivo de pressionar o Estado hebreu a permitir a entrada de ajuda financeira do Catar no enclave.

"O terrorismo com balão vai pagar um preço muito alto, não vamos tolerar isso (...) Eles devem se lembrar do que fizemos no passado, porque também podemos fazer hoje", disse o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, apontando para o Hamas e a Jihad Islâmica Palestina, outro grande grupo armado de Gaza.

Por sua vez, em nota, o Hamas denunciou uma medida "agressiva" de Israel que "atesta sua insistência em sitiar" a população do enclave e que só pode contribuir para "agravar" a situação humanitária.

Na semana passada, balões incendiários foram lançados do enclave palestino em direção a Israel, que respondeu atacando o Hamas.

Segundo analistas palestinos, os lançamentos de Gaza buscam pressionar o Estado hebreu a permitir que a ajuda financeira do Catar entre no enclave.

"Esses foguetes e balões incendiários são mensagens do Hamas a Israel para melhorar as condições econômicas do enclave, aliviar o bloqueio e aplicar parte dos acordos alcançados entre os dois lados via Egito", comentou à AFP Jamal Al Fadi, professor de Ciência Política na Universidade Al Azhar de Gaza.

Já a passagem de Rafah, com o Egito, localizada no extremo sul da Faixa de Gaza, foi fechada em março para minimizar os riscos de propagação da pandemia de coronavírus no superlotado enclave palestino (2 milhões de habitantes) e com uma infraestrutura sanitária limitada.

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