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Lucro da BR Distribuidora cai para R$188 mi no 2º tri; empresa vê recuperação

11/08/2020 19h10

SÃO PAULO (Reuters) - A BR Distribuidora reportou nesta terça-feira lucro líquido de 188 milhões de reais no segundo trimestre, queda de 37,7% na comparação com o resultado do mesmo período do ano anterior, com a pandemia de coronavírus impactando o volume de vendas e os preços.

A maior distribuidora de combustíveis do Brasil registrou lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado de 816 milhões de reais no segundo trimestre, aumento de 61,3% na comparação anual, com o efeito positivo de uma recuperação de crédito de PIS/Cofins, que somou 376 milhões de reais.

A receita líquida caiu 38,1%, para 14,9 bilhões de reais, na esteira de um recuo do volume de vendas de 21,7% ante o segundo trimestre do ano passado, para 7,8 bilhões de litros.

"O segundo trimestre de 2020 foi marcado principalmente pela redução de volumes vendidos e ainda pelo efeito das reduções nos preços dos derivados de petróleo ocorridas até abril, que resultaram no expressivo ajuste na marcação de nossos estoques", disse a companhia.

Houve redução de vendas de 26,1% dos combustíveis do Ciclo Otto (gasolina e etanol) e de 13,6% no diesel no segundo trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado. As vendas de combustíveis de aviação despencaram 82,3%.

Na comparação com o primeiro trimestre, o volume vendido caiu menos (-14,8%), à medida que houve flexibilização de algumas regras de isolamento social, com o Ciclo Otto recuando 16,6%. Contudo, os produtos de aviação ainda apresentaram perda expressiva (-82%).

A companhia informou que "continua a observar uma gradual recuperação dos volumes vendidos, o que tem acompanhado a contínua retomada da circulação de pessoas, em especial em algumas das principais metrópoles do país".

As vendas médias diárias de diesel em junho foram 5% superiores à média do período imediatamente anterior à crise (de janeiro até 21 de março), enquanto a demanda dos combustíveis do Ciclo Otto foi 12% inferior na mesma comparação.

A empresa ainda destacou que as despesas operacionais tiveram redução de 27,4%, para 735 milhões de reais, principalmente em função de menores gastos com pessoal (menos 156 milhões de reais), com fretes (menos 33 milhões de reais) e operações e logísticas (menos 22 milhões de reais).

O endividamento bruto da companhia alcançou 9,2 bilhões de reais no segundo trimestre, alta de 49,6%, principalmente devido a maiores captações de "caráter precaucional" por causa da pandemia de Covid-19.

(Por Roberto Samora)

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