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Dona da Ricardo Eletro pede recuperação judicial e fecha todas as lojas

Logo da rede Ricardo Eletro - Reprodução/Facebook
Logo da rede Ricardo Eletro Imagem: Reprodução/Facebook
do UOL

Do UOL, em São Paulo*

07/08/2020 18h57

A Máquina de Vendas, dona da marca Ricardo Eletro, pediu hoje recuperação judicial na 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo. Todas as lojas da rede também serão fechadas.

As dívidas somam R$ 4 bilhões e entre os maiores credores estão o Itaú, Bradesco, Santander e a Whirlpool (dona das marcas Brastemp e Consul).

Além da Ricardo Eletro, a empresa também detém as marcas Lojas Salfer, CityLar, Lojas Insinuante e Eletroshopping no segmento de eletrônicos e eletrodomésticos.

"A Máquina de Vendas entende que está no caminho certo e vê a recuperação judicial como um momento transitório na jornada de reconstrução do seu negócio", diz a empresa, em nota enviada ao UOL.

Em vídeo, o presidente da companhia, Pedro Bianchi, informou que todas as lojas foram fechadas e que a varejista irá se concentrar em um novo modelo de negócio, baseado numa rede virtual de parceiros e colaboradores.

"Estamos tomando uma decisão corajosa e histórica e vamos fechar todas as lojas físicas e fazer um novo modelo de negócios, vamos democratizar as vendas pela internet", disse Bianchi.

No novo modelo, totalmente virtual, a Ricardo Eletro espera atrair parceiros e colaboradores, sejam pessoas físicas ou varejistas, para vender seus produtos em canais próprios de internet ou da varejista.

De acordo com Bianchi, já existem 2 mil parceiros cadastrados para operar o novo modelo.

"Parceiros terão autonomia para negociar preços e condições de pagamento e terão comissões diferenciadas de acordo com o desempenho", afirmou.

Dessa forma, segundo Bianchi, os colaboradores poderão ganhar duas ou três vezes mais do que ganhavam.

"A ideia é reduzir os custos fixos ao máximo para criar uma rede forte de colaboradores e uma roda de virtude. Hoje nasce o dia da nova Ricardo Eletro".

O executivo prometeu também cortar em mais de 50% o salário da presidência, estabelecer teto salarial para diretores e pagar credores e colaboradores dentro do processo.

*Com informações da Agência Estado

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