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Demissões continuam nos meios de comunicação por crise do coronavírus

07/08/2020 09h02

Paris, 7 Ago 2020 (AFP) - Apesar do interesse dos leitores por informações em tempos de coronavírus, demissões, desemprego parcial e reduções salariais se multiplicaram na mídia, com um mercado publicitário em queda.

Primeiras vítimas na imprensaNo Reino Unido, o Guardian anunciou 180 demissões e a revista The Economist 90.

Nos Estados Unidos, o grupo Conde Nast (Vogue, Wired e New Yorker) informou a demissão de cerca de 100 funcionários de um total de 6.000.

Vox Media (The Verge, New York Magazine) dispensará 72, ou seja, a maioria daqueles que estão em desemprego parcial.

O New York Times demitiu 68 funcionários de suas equipes de vendas.

O grupo familiar McClatchy, que publica quase 20 jornais, como o Miami Herald, foi vendido a um fundo de investimento, Chatham, depois de ser declarado inadimplente.

Desde o início da crise, mais de 36.000 funcionários de veículos americanos, cujo número já registrava queda nos últimos anos, foram afetados por cortes de custos, segundo uma análise do New York Times.

Em todo o país, cerca de 50 meios de comunicação locais, às vezes centenários, fecharam, de acordo com uma lista atualizada pelo site Poynter.

Na França, o jornal regional La Marseillaise, que já era frágil, está em liquidação judicial após o confinamento.

Le Parisien planeja cortar 30 postos e suas edições departamentais. O jornal L'Equipe prevê três anos de perdas e pediu que seus funcionários aceitassem uma redução salarial e dias de folga (RTT, recuperação do tempo de trabalho).

Após a liquidação do Paris-Normandie, seu comprador belga, o grupo Rossel, anunciou que cortaria um quarto do número de funcionários, ou 60.

O comprador da Paris-Turf também planeja demitir cerca de 100 funcionários do grupo equestre. O novo proprietário da revista Grazia anunciou a abolição de 31 postos.

Web em passo lentoA informação online também não atravessa seu melhor momento. O grupo Vice Media planeja demitir 55 funcionários nos Estados Unidos e 100 internacionalmente, de acordo com uma circular enviada pelo diretor do grupo aos funcionários, divulgada pela mídia americana.

Além da crise da saúde, os GAFA, os gigantes da Internet, são acusados de ser uma "ameaça" à informação on-line e de receber "não apenas uma fatia maior da torta, mas a torta inteira", o que implica a perda de dezenas de milhares de empregos em jornalismo.

O site de informações e entretenimento Buzzfeed, que anunciou cortes salariais de 5% a 25%, dependendo do nível de renda, também encerrará sua cobertura de atualidade no Reino Unido e na Austrália, depois de ter abandonado a da França.

Para alguns, a crise é uma oportunidade para acelerar a transição para um modelo econômico mais estável, baseado em assinaturas. É o caso do site americano de informações econômicas Quartz, cujo proprietário anunciou a demissão de cerca de 40% da equipe, principalmente no setor de publicidade.

Demissões no setor audiovisualO setor audiovisual também optou por demissões diante dos primeiros efeitos da crise da saúde.

No Reino Unido, a BBC anunciou que cortará 520 empregos de um total de 6.000 funcionários, principalmente em seus programas regionais.

Os jornalistas vão cobrir menos assuntos e trabalharão em equipes centralizadas, em vez de focar em um programa específico, disse o diretor de informações da BBC.

Nos Estados Unidos, a NBCUniversal cortou em 20% os salários mais altos. E a gigante ViacomCBS planeja demitir 10% de seus 35.000 funcionários, na produção de televisão, mas também em seus parques de diversões, de acordo com a Bloomberg.

Na França, BFMTV/RMC anunciou um plano social que visa reduzir pela metade o uso de trabalhadores temporários, freelancers e consultores.

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