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'Vamos chegar a 100 mil mortos, mas vamos tocar a vida', diz Bolsonaro

do UOL

Do UOL, em São Paulo

06/08/2020 20h35

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) lamentou hoje, em live semanal no Facebook, os quase 100 mil mortos por conta do coronavírus no Brasil, mas disse que teremos que "tocar a vida".

"A gente lamenta todas as mortes, vamos chegar a 100 mil, mas vamos tocar a vida e se safar desse problema", disse o presidente, ao lado do ministro interino da Saúde, o general Eduardo Pazuello.

Antes, o atual ministro disse que a população terá que se acostumar a mudar certos hábitos, uma vez que o vírus continuará perigoso até a "vacina chegar e medicamentos tiverem comprovação científica", o que facilitaria a rotina das pessoas.

Ele ainda fez um comparativo do coronavírus com a epidemia da Aids, causada pelo vírus do HIV, na década de 1980.

"Essa historia do HIV é interessante fazer comparativo. Nós vivemos essa pandemia e os hábitos mudaram. As pessoas usam preservativo, diminuem convivência social em alguns casos, trocam gilete no barbeiro. Isso tudo não existia. O HIV continua existindo, o maior se trata e vida que segue. Vai ser assim com o coronavírus."

Ainda na live, Bolsonaro voltou a fazer propaganda sobre o uso da hidroxicloroquina para o tratamento da covid-19. Não há comprovação científica sobre o uso do medicamento no caso do novo coronavírus

"Quem não quer tomar cloroquina, não tente proibir, impedir quem queira tomar, afinal de contas, ainda não temos uma vacina e não temos um remédio comprovado cientificamente", disse.

"Muitas doenças estariam sem cura se o médico não tivesse a liberdade de trabalhar fora da bula", afirmou, corroborando sua fala com Pazuello.

Na sequência, o presidente emendou: "A negação de um medicamento a quem está doente não pode ser de um prefeito ou governador. Quem decide é o médico". Pazuello respondeu: "Exatamente".

Na transmissão pelas redes sociais, o presidente também responsabilizou "alguns" prefeitos e governadores pela alta do desemprego.

Ele criticou as medidas mais drásticas de fechamento de atividade econômica, como lockdowns, e citou que a perda de empregos é um "efeito colateral" mais grave do que o causado pelo próprio vírus.

Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Brasil encerrou o segundo trimestre com a maior taxa de desemprego em três anos e redução recorde no número de pessoas ocupadas, como consequência das medidas de contenção da pandemia de coronavírus.

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