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Macron quer organizar ajuda internacional para o Líbano: "Apoio incondicional"

06/08/2020 09h29

O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou hoje que deseja "organizar a ajuda internacional" para o Líbano, para onde viajou dois dias após as devastadoras explosões no porto de Beirute que deixaram pelo menos 137 mortos e destruíram muitos bairros da capital.

"Ajudaremos a organizar nos próximos dias apoio adicional no nível francês, no nível europeu", afirmou Macron.

"Quero organizar a cooperação europeia e, mais amplamente, a cooperação internacional", acrescentou o presidente, que foi recebido no aeroporto internacional de Beirute pelo presidente libanês Michel Aoun.

A França já enviou equipes de resgate, pessoal de primeiros socorros e medicamentos para a capital libanesa.

Macron, que se reunirá com os líderes libaneses em sua visita de um dia, pediu que eles implementassem imediatamente as reformas exigidas pela comunidade internacional.

O Líbano, afetado por uma grave crise política e econômica, "continuará afundando" se não houver reformas, alertou o presidente francês.

"A prioridade hoje é a ajuda, apoio incondicional à população. Mas há reformas indispensáveis em certos setores que a França exige há meses, anos", acrescentou o chefe de Estado francês.

Macron indicou que deseja "um diálogo sincero" com as autoridades libanesas "porque, além da explosão, sabemos que a crise aqui é grave e implica uma responsabilidade histórica dos dirigentes".

As explosões ocorridas na terça-feira, segundo as autoridades, por 2.750 toneladas de nitrato de amônio armazenadas em um depósito, devastaram quase completamente o porto de Beirute, causando danos significativos na capital.

Dezenas de pessoas ainda estão desaparecidas, mas um coronel francês da Defesa Civil, envolvido nas buscas no porto de Beirute, disse nesta quinta-feira que havia "esperança de encontrar pessoas vivas".

A indignação dos libaneses é cada vez maior, já que o carregamento de nitrato de amônio, uma substância altamente inflamável, está no porto há seis anos "sem medidas de precaução", segundo admitiu o primeiro-ministro libanês.

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