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Lufthansa tem prejuízo líquido de EUR 3,6 bilhões no 1º semestre

06/08/2020 06h05

Frankfurt am Main, 6 Ago 2020 (AFP) - A Lufthansa, maior empresa europeia do setor de aviação, que escapou da falência graças à ajuda do Estado, registrou prejuízo líquido de 3,6 bilhões de euros (4,275 bilhões de dólares) no primeiro semestre, sendo 1,5 bilhão no segundo trimestre, quando a pandemia de COVID-19 praticamente paralisou o transporte aéreo mundial.

O grupo, que registrou queda de 96% no número de passageiros no segundo trimestre de 2020 na comparação com o mesmo período do ano anterior, prevê um resultado operacional negativo no segundo semestre, apesar da retomada dos voos.

A empresa fez em julho 20% dos voos que efetuava antes da crise e calcula que no quarto trimestre chegará a 50%.

A Lufthansa, que desde o plano de resgate tem como principal acionista o Estado alemão, indicou que é "irreal" tentar cumprir o plano de corte de 22.000 postos de trabalho sem demissões.

"Com a evolução do mercado de transporte aéreo e das negociações com os interlocutores sociais, o objetivo de evitar dispensas por meio de aposentadorias antecipadas, demissões voluntárias ou reduções de salários se torno algo irreal também na Alemanha", explica a empresa em um comunicado.

Até o momento, a Lufthansa já dispensou 8.000 funcionários, principalmente no exterior.

O corte de postos de trabalho é parte de um plano para melhorar a produtividade da empresa em 15%.

A Lufthansa pretende vender mais de 100 aviões da frota de 760 aeronaves e reduzir em 20% o número de funcionários do departamento executivo.

"Estamos enfrentando uma escassez no transporte aéreo mundial", afirmou o presidente da Lufthansa, Carsten Spohr, para quem o tráfego aéreo retornará ao nível anterior à pandemia apenas em 2024.

ys/lth/zm/fp

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