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Coronavírus: Exportações devem cair mais de 20% na América Latina, diz ONU

06/08/2020 17h05

As exportações da América Latina e do Caribe podem cair mais de 20% em 2020 devido às consequências da pandemia do coronavírus, que também terá um impacto negativo nas importações, disse uma agência da ONU em um relatório nesta quinta-feira (6).

As exportações da América Latina e do Caribe podem cair mais de 20% em 2020 devido às consequências da pandemia do coronavírus, que também terá um impacto negativo nas importações, disse uma agência da ONU em um relatório nesta quinta-feira (6).

O relatório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepalc), dedicado aos "efeitos do coronavírus no comércio internacional e na logística", prevê uma queda de 23% nas exportações e 25% nas importações.

Essas projeções inserem-se em um contexto global de queda do volume do comércio internacional em 17% entre janeiro e maio de 2020.

"A América Latina e o Caribe são as regiões em desenvolvimento mais afetadas por esta conjuntura econômica e serão marcadas principalmente pela queda nas exportações de produtos manufaturados, minerais e combustíveis", disse a agência, com sede em Santiago Do Chile.

"Aprofundar a integração regional é crucial para sair da crise. Precisamos salvar a visão de um mercado latino-americano integrado. Além disso, a região deve reduzir custos por meio de logística eficiente, fluida e segura ", pondera a secretária executiva do Cepalc, Alicia Barcena.

Com queda de 25,8%, as exportações de minerais e petróleo sofreram as maiores quedas entre janeiro e maio de 2020, em relação ao mesmo período do ano passado. Logo atrás, vêm as exportações de produtos manufaturados (-18,5%). A agropecuária, por outro lado, teve acréscimo muito leve, de 0,9%.

Contração do comércio regional

O comércio intra-regional também deve sofrer uma forte contração de 23,9%, especialmente no setor manufatureiro, de acordo com a agência da ONU, que também destaca o colapso do turismo (-50%).

"No atual contexto de grande incerteza, os países da região devem adotar medidas que lhes permitam reduzir seus custos logísticos internos e gerar serviços de valor agregado para aumentar sua competitividade", destaca Barcena.

(Com informações da AFP)

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