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Premiê do Líbano lança "apelo urgente a todos os países amigos e irmãos"

05/08/2020 09h20

Muitos países já estão se preparando para enviar ajuda ao Líbano, depois que duas explosões gigantescas em Beirute deixaram mais de 100 mortos, 4.000 feridos e 300.000 desabrigados na cidade ontem.

O primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, fez um "apelo urgente a todos os países amigos e aos países irmãos".

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou imediatamente no Twitter o envio de oficiais da segurança civil e "toneladas de equipamentos médicos". Geograficamente do Líbano, a ajuda chegará por dois aviões militares, de acordo com o Palácio do Eliseu.

Os países do Golfo, alguns com estreitos laços diplomáticos e econômicos com o Líbano, demonstraram solidariedade rapidamente. O Kuwait anunciou nesta quarta-feira a chegada de um avião contendo assistência médica.

Já o emir do Qatar, xeique Tamim bin Hamad Al-Thani, contatou o presidente libanês, Michel Aoun, para apresentar suas condolências, de acordo com a agência de notícias QNA oficial, que acrescentou que hospitais de campanha seriam enviados ao Líbano.

Pirâmides e torre iluminadas

O príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Mohammed Ben Zayed, twittou a "solidariedade" dos Emirados Árabes Unidos ao Líbano, e a famosa torre Burj Khalifa de Dubai, a mais alta do mundo, foi iluminada nas cores da bandeira libanesa.

A Arábia Saudita declarou que está acompanhando a situação com "grande preocupação", oferecendo suas condolências às vítimas. O Irã, o grande rival de Riad e muito influente no Líbano, ofereceu "assistência médica" através do presidente Hassan Rouhani, informou um comunicado.

Na terça-feira, Israel fez um apelo "para superar o conflito" entre os dois países, oferecendo "ajuda humanitária e médica" ao Líbano, seu vizinho com quem está tecnicamente em guerra. O rei da Jordânia, Abdullah II, ordenou nesta quarta-feira a preparação de um hospital militar de campanha para o Líbano.

De seu lado, o presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi, expressou sua "simpatia" pelos libaneses. As famosas pirâmides de Gizé foram iluminadas com as cores da bandeira libanesa.

A ONU expressou suas "mais profundas condolências" e ofereceu seu "apoio ativo", desejando uma "rápida recuperação dos feridos", entre eles, funcionários das Nações Unidas. Na noite de terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, transmitiu "simpatia" ao Líbano e reiterou que seu país "está pronto" para ajudar.

O Papa Francisco pediu na quarta-feira "orações pelas vítimas, por suas famílias e pelo Líbano" e o envio de "ajuda da comunidade internacional para superar a crise".

"A dor do povo libanês"

Na Europa, a chanceler alemã Angela Merkel prometeu oferecer "apoio ao Líbano". Funcionários da embaixada alemã em Beirute ficaram feridos nas explosões, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha. A Holanda anunciou na rádio pública que 67 agentes humanitários holandeses partiriam para Beirute na noite desta quarta-feira, incluindo médicos, policiais e bombeiros.

O Reino Unido disse que está pronto para "prestar apoio de qualquer maneira possível, inclusive aos cidadãos britânicos afetados", twittou o primeiro-ministro Boris Johnson. O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, garantiu no Facebook que seu país "fará todo o possível para ajudar". O Canadá fez o mesmo: "Estamos prontos para ajudá-lo", reagiu o primeiro-ministro Justin Trudeau, no Facebook e no Twitter.

Moscou compartilha "a dor do povo libanês", escreveu o presidente russo Vladimir Putin em um telegrama de condolências ao seu colega libanês Michel Aoun. O presidente do Líbano também recebeu um telefonema do presidente iraquiano Barham Saleh, que garantiu a solidariedade de seu país e se ofereceu para ajudar, além de uma carta de condolências do líder sírio Bashar al-Assad.

A mesma expressão de solidariedade foi repetida pela Argélia e pela Tunísia, onde o presidente Kais Saied dirigiu uma carta a Michel Aoun, expressando seu "apoio" a um "povo fraterno". O líder da Liga Árabe, Ahmed Aboul Gheit, expressou suas "sinceras condolências" e pediu que sejam encontrados os "responsáveis" por essas "terríveis explosões".

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