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Pompeo viajará para Europa Oriental para discutir movimentos de tropas

05/08/2020 18h33

Washington, 5 Ago 2020 (AFP) - O chefe de diplomacia dos Estados Unidos, Mike Pompeo, disse nesta quarta-feira que viajará para a Polônia e outras três nações europeias na próxima semana, enquanto Washington procura reposicionar suas tropas fora da Alemanha.

Pompeo também visitará a República Tcheca, Eslovênia e Áustria em uma viagem de uma semana a partir de 11 de agosto, que deve se concentrar principalmente em limitar a influência da China.

"Espero que seja uma viagem muito importante e produtiva", disse Pompeo a repórteres em um breve anúncio.

No mês passado, o presidente polonês Andrzej Duda obteve vitória após uma campanha polarizada em que atacou os direitos da população LGBT e viajou para Washington, tornando-se o primeiro presidente a ser recebido pelo presidente Donald Trump no Casa Branca durante a pandemia de coronavírus.

Os Estados Unidos promovem a cooperação militar com a Polônia enquanto finalizam a retirada de suas tropas da Alemanha, dentro de um quadro de relações tensas entre a chanceler Angela Merkel e Trump.

O Pentágono disse no mês passado que os Estados Unidos enviarão cerca de 6.400 militares que estão na Alemanha para casa e moverão cerca de 5.600 para outros países da Otan, incluindo Itália e Bélgica.

O ministro da Defesa polonês, Mariusz Blaszczak, disse que os Estados Unidos enviarão pelo menos 1.000 soldados para a Polônia, um firme defensor da Aliança Atlântica por causa de suas preocupações de longa data com a Rússia.

A viagem ocorre em um momento em que Pompeo faz campanha para reduzir a influência chinesa no mundo e encoraja os aliados a evitar fazer negócios com a Huawei, argumentando que o titã da tecnologia é um risco à segurança devido a seus laços com Pequim.

Pompeo prometeu se concentrar mais na Europa Central e Oriental.

Em junho, a República Tcheca expulsou dois diplomatas russos depois de acusar a embaixada de espalhar o boato de que a Rússia estava planejando envenenar funcionários removendo a estátua de um general soviético.

A Rússia negou a conspiração e expulsou dois diplomatas tchecos em retaliação.

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