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Farmacêutica dos EUA diz que vacina contra covid-19 poderá custar até R$ 197

Segundo o dirigente da Moderna, o preço da unidade será menor para os países que solicitem grandes volumes de doses - Miguel Noronha/Futura Press/Estadão Conteúdo
Segundo o dirigente da Moderna, o preço da unidade será menor para os países que solicitem grandes volumes de doses Imagem: Miguel Noronha/Futura Press/Estadão Conteúdo

Da EFE, em Nova York

05/08/2020 16h29

A companhia farmacêutica norte-americana Moderna anunciou hoje que espera fornecer a eventual vacina que produzirá a um preço pela dose que variará entre US$ 32 (R$ 170,63) e US$ 37 (R$ 197,29), dependendo do volume de pedidos de cada país.

"Estamos trabalhando com governo de todo o mundo e com outros, para garantirmos que a vacina seja acessível, independente da capacidade de pagar", afirmou o CEO da empresa, Stephane Bancel, durante teleconferência com investidores.

De acordo com o dirigente da Moderna, o preço será menor para os países que solicitem grandes volumes de doses.

O valor está acima do anunciado pela companhia Pfizer, de US$ 19,50 (R$ 103,98) para a vacina que desenvolve junto com a alemã BioNTech e que está na terceira fase de testes clínicos, assim como a da Moderna.

O anúncio de hoje do preço da dose foi feito durante a apresentação dos resultados do segundo trimestre desse ano da empresa, que multiplicou as receitas em cinco vezes, alcançando a marca de US$ 66,4 milhões.

Com isso, o prejuízo da Moderna fechou em US$ 116,7 milhões, com valor da unidade da ação estimado em US$ 0,31.

Ajuda pública

No fim de julho deste ano, a companhia recebeu US$ 400 milhões do governo dos Estados Unidos para produzir a vacina mRNA-1273, cuja distribuição vem sendo negociada com vários países interessados na compra.

Além disso, o Executivo americano já havia desembolsado US$ 483 milhões em abril e, posteriormente, outros US$ 472 milhões, para o desenvolvimento da ferramenta de imunização.

A Moderna atua em colaboração com os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, no desenvolvimento de testes clínicos da vacina, que utiliza tecnologia de RNA mensageiro e já mostrou resultados promissores nas primeiras aplicações em humanos.

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