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'Moro certamente será candidato forte nas eleições de 2022', diz Maia

28.mar.2019 - Rodrigo Maia e Sergio Moro durante um café da manhã quando o ex-juiz ainda era ministro da Justiça e Segurança Pública - Reprodução
28.mar.2019 - Rodrigo Maia e Sergio Moro durante um café da manhã quando o ex-juiz ainda era ministro da Justiça e Segurança Pública Imagem: Reprodução
do UOL

Do UOL, em São Paulo

05/08/2020 09h21Atualizada em 05/08/2020 10h21

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro será um nome forte para as eleições de 2022, caso decida disputar a Presidência da República.

"Moro, se for candidato, e acho que ele está começando a se preparar para isso, certamente será um candidato forte nas eleições de 2022", declarou Maia em entrevista à rádio Banda B, de Curitiba, na manhã de hoje.

A declaração do presidente da Câmara vem em um momento em que tramita na Casa um projeto que prevê quarentena de seis anos para que juízes possam se candidatar a cargos públicos. Atualmente, esse período é de apenas seis meses.

Maia e o presidente do STF (Superior Tribunal Federal), Dias Toffoli, chegam a defender publicamente uma quarentena ainda maior, de oito anos.

Apesar da discussão no Congresso, Maia afirma que que a quarentena não tem o objetivo de tirar Moro de uma eventual disputa presidencial.

"Acho que ele tem toda a legitimidade, todo direito de ser candidato a presidente e não pode uma lei tirar dele esse direito. Uma coisa é quarentena para quem está em uma função do Estado, mas outra coisa é uma quarentena para quem já saiu, quer dizer, eu não quero disputar com o Moro então eu tiro o Moro do jogo", afirmou.

Outros nomes

Na entrevista, Maia citou outros nomes que, segundo ele, também podem entrar fortes na disputa presidencial em 2022. Entre eles estão Ciro Gomes (PDT), o ex- ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o apresentador Luciano Huck.

"Acho que tem muitos nomes que estão nesse campo aqui, mas que precisam entender que precisa sair um nome único daqui para que a gente tenha chance de disputar uma eleição contra o presidente Bolsonaro e contra o PT, que são as duas principais forças da política brasileira hoje", disse.

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