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Anistia Internacional quer investigação independente de explosão em Beirute

ONG espera apuração "livre de qualquer potencial interferência política local" para determinar causas de explosão - Anadolu Agency/Anadolu Agency via Getty Images
ONG espera apuração "livre de qualquer potencial interferência política local" para determinar causas de explosão Imagem: Anadolu Agency/Anadolu Agency via Getty Images
do UOL

Do UOL, em São Paulo

05/08/2020 16h47

A atual secretária-geral da Anistia Internacional, Julie Verhaar, pediu hoje uma investigação independente para apurar as causas da explosão ocorrida ontem na zona portuária de Beirute, no Líbano. O incidente matou mais de 100 pessoas e deixou milhares de feridos pela cidade.

"Independente do que tenha causado a explosão, inclusive a possibilidade de uma grande quantidade de nitrato de amônio ter sido armazenada sem segurança, a Anistia Internacional pede para que um mecanismo internacional seja prontamente estabelecido para investigar o que aconteceu", diz comunicado de Verhaar.

"A Anistia Internacional também pede para que comunidade internacional aumente sua ajuda humanitária ao Líbano, no momento em que o país já sofre com uma severa crise econômica, além da pandemia da covid-19", acrescentou.

O presidente do Líbano, Michel Aoun, afirmou que a explosão foi causada por mais de 2.750 toneladas de nitrato de amônio que haviam sido guardadas em um armazém no porto de Beirute. O país iniciou hoje um período de luto de três dias, enquanto os trabalhos de resgate procuram sobreviventes em meio aos escombros.

Em seu comunicado hoje, a organização não governamental afirmou acreditar que "uma investigação internacional, livre de qualquer potencial interferência política local, é necessária para assegurar verdade, justiça e reparação para as vítimas".

"As cenas horríveis que vimos após a explosão de ontem foram devastadoras para um país que já está sofrendo a tensão de múltiplas crises. Nossos pensamentos estão com as vítimas e com suas famílias neste trágico momento", disse Verhaar em nota.

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