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De Temer a Haddad e Amin, políticos de origem libanesa lamentam explosão

do UOL

Guilherme Mazieiro e Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

04/08/2020 16h41Atualizada em 05/08/2020 08h13

No Brasil, políticos de ascendência libanesa têm forte presença, articulação e influência em quase todos os partidos, sejam de esquerda ou de direita, como PT, MDB, PSD, PSDB, PP, DEM e PCdoB.

O ex-presidente da República Michel Temer (MDB) é um deles. Ele se disse "consternado com o gravíssimo incidente":

"É muito triste e curioso, porque o Líbano não costuma servir de origem, mas como palco de conflitos éticos e religiosos na região, principalmente nos países vizinhos, Israel, Síria, Iran... A economia está um caos. Uma situação dramática que, infelizmente, é agravada por um incidente desses ", disse ao UOL .

Sua família veio da região de El Koura, na região montanhosa do norte do Líbano. Temer disse que soube das explosões por volta das 15h e que não tinha detalhes das motivações.

O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) pediu que "Deus abençoe" as famílias das vítimas.

"Nosso Líbano tem sido castigado pela história recente. Líbano é sinônimo de resistência e liberdade. Um povo magnífico que não merece tanto sofrimento, num momento já difícil", escreveu em sua conta no Twitter.

O senador Esperidião Amin (PP-SC) também se manifestou."Além de lamentar, desejo saber o que/quem provocou essa tragédia", disse ao UOL.

A senadora Simone Tebet (MDB-MS), neta de libaneses, disse que o Líbano chora a dor de uma tragédia humana de enormes proporções.

"O Líbano, terra dos meus avós, chora hoje a dor por mais uma tragédia humana de enormes proporções. Essa mesma dor eliminou a distância física que separa aquele povo irmão dos 10 milhões de brasileiros, libaneses de origem ou de ancestralidade, unidos pela alma, no mesmo sentimento de profunda tristeza. Tenho certeza de que saberemos nos unir, muito mais agora, não somente no pesar, mas, também e principalmente, na solidariedade e em nossas orações", declarou Simone.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) se manifestou pelas redes sociais e disse que está buscando mais informações junto ao consulado.

Pelo Twitter, o deputado federal Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) prestou solidariedade e disse que está em oração pelas vítimas.

O ex-ministro da CGU (Controladoria-Geral da União), Jorge Hage, disse que seus familiares estavam fora de Beirute e passaram por um suto, mas estão bem.

"Ainda não há informações claras sobre as causas. De início preocupou-me muito a possibilidade de um ataque israelense, devido às recentes declarações das autoridades daquele país, Mas felizmente, isso parece não se haver confirmado. O desejo nosso é que haja paz na região. Já basta a crise econômica e a pandemia. não precisamos de uma guerra agora", declarou.

Entre os políticos descendentes de libaneses no Brasil estão Tasso Jereissati (PSDB), José de Ribamar Fiquene (sem partido), Jorge Fiquene (sem partido, morto em 2011), Paulo Maluf (PP), Wadih Damous (PT), Jorge Maluly Netto (um dos fundadores do PFL, atual DEM), Pedro Simon (MDB), José Farret (ex-PP, sem partido), Antônio Salim Curiati (PP), Paulo Abi-Ackel (PSDB), Ibrahim Abi-Ackel (ex-ministro da Justiça), Jamil Haddad (um dos fundadores do PSB, morto em 2009), Alfredo Buzaid (ex-ministro do STF ) , Simão Jatene (PSDB) , Almir Gabriel (um dos fundadores do PSDB), Paulo Souto (DEM), Esperidião Amin (PP) , Gilberto Kassab (PSD), Fernando Haddad (PT), Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Simone Tebet ( MDB ).

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Errata: o texto foi atualizado
Jorge Fiquene morreu em 2011. A versão anterior do texto o identificava com um sobrenome errado. A informação foi corrigida

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