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Juiz anula suspensão de partido de Rafael Correa de eleições

03/08/2020 08h38

QUITO, 3 AGO (ANSA) - O Tribunal Contencioso Eleitoral (TCE) do Equador tornou "sem efeito" uma medida do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) que impedia que o partido do ex-presidente Rafael Correa e outras três siglas participassem das eleições gerais no país, marcadas para fevereiro de 2021.   

Com isso, o Força Compromisso Social - de Correa -, o Podemos, o Justiça Social e o Liberdade é Povo estão autorizados a participar do pleito. Segundo a mídia equatoriana, o juiz Fernando Muñoz informou que a decisão foi tomada porque a punição do CNE "não é explícita, clara, plenamente legítima e lógica".   

O pedido judicial foi impetrado pelo diretor do Justiça Social, Manuel Castilla, que alegava que o CNE prejudicava os "direitos de organizações políticas que milhares de cidadãos queriam escolher".   

A resolução do Conselho foi divulgada há duas semanas e justificava a suspensão dos quatro partidos por "problemas de inscrições" das siglas após um relatório da Controladoria Geral da União.   

Através de sua conta no Twitter, Correa celebrou a decisão dizendo que "parece que há vestígios de decência no TCE" e pediu que a entidade também torne sem efeito outra medida do CNE, de aceitar candidaturas apenas feita "com presença física".   

O ex-presidente comandou o Equador por dois mandatos, entre 2007 e 2017, e está exilado na Bélgica desde que deixou o cargo. Ele foi condenado a oito anos de prisão por corrupção, em pena que ainda está recorrendo, e acusa o ex-aliado político e atual presidente equatoriano, Lenín Moreno, de fazer uma perseguição política. (ANSA).   

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