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Fauci diz que Estados dos EUA com alta de casos de Covid-19 deveriam considerar medidas de lockdown

03/08/2020 18h29

Por Manojna Maddipatla e Carl O'Donnell

(Reuters) - O principal especialista em doenças infecciosas dos Estados Unidos, o dr. Anthony Fauci, disse que os Estados norte-americanos com altos números de casos de coronavírus deveriam reconsiderar a imposição de restrições de lockdown, enfatizando a necessidade de baixar o número de infecções antes da temporada de resfriados no outono do hemisfério norte.

Em alguns Estados com números moderados de casos, especialistas estão vendo "o mesmo aumento traiçoeiro no percentual de casos positivos que havíamos visto e apontado em Estados como Tennessee, Kentucky, Ohio, Minnesota e outros", disse Fauci durante uma entrevista com o Journal of the American Medical Association. 

Fauci disse na semana passada que estava vendo sinais de que a epidemia de casos de Covid-19 poderia estar atingindo o pico no Sul e no Oeste enquanto outras áreas estavam à beira de novos surtos da doença. Os Estados deveriam considerar fazer uma pausa ou retroceder nas iniciativas de reabertura, embora eles não precisem necessariamente voltar ao lockdown completo, disse.

Arkansas, Califórnia, Flórida, Montana, Oregon e Texas reportaram altas recordes de fatalidades na semana passada. 

Fauci disse que é crucial que a epidemia seja contida antes do Outono no hemisfério norte, quando os casos de gripe comum devem disparar ao lado da Covid-19, quando mais pessoas passam a ficar mais tempo em ambientes fechados, aumentando o risco de contágio. 

Fauci também alertou que embora dados sugiram que crianças mais jovens não adoeçam gravemente com a Covid-19, elas ainda podem se infectar e propagar a doença.

O presidente Donald Trump fez da reabertura das escolas para aulas presenciais parte de sua campanha de reeleição, mas alguns professores resistem a esse esforço, argumentando que abrir as escolas poderia colocar adultos em risco de doenças graves. 

Fauci acrescentou que continua cautelosamente otimista de que uma vacina possa estar disponível contra o vírus antes do final do ano, mas que as empresas devem se abster de emitir declarações sobre os estudos clínicos em andamento até que haja dados suficientes para julgar se as vacinas são seguras e eficazes.

((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702)) REUTERS AC

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