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Ex-diretor da Pemex ligado a escândalo Odebrecht sai em liberdade condicional

01/08/2020 13h24

México, 1 Ago 2020 (AFP) - Emilio Lozoya, ex-diretor da estatal Petróleos Mexicanos (Pemex), que será processado por suposta participação na rede de corrupção da construtora Odebrecht, deixou neste sábado(01)o hospital onde estava detido em liberdade condicional.

Uma fonte federal ligada ao caso, que pediu para não ser identificada, informou que o ex-funcionário passou a utilizar um dispositivo eletrônico para monitorar seus movimentos e deve se apresentar à Justiça a cada 15 dias.

Lozoya, 45 anos, foi um colaborador próximo do ex-presidente Enrique Peña Nieto (2012-2018).

Em 17 de julho, ele foi extraditado da Espanha para o México e ainda não havia sido preso devido a uma condição anêmica que o forçou a ser hospitalizado.

Nesta semana, Lozoya participou por videoconferência de duas audiências nas quais o tribunal considerou que existem elementos suficientes para processá-lo por supostamente ter recebido mais de US $ 10 milhões em propinas da Odebrecht em troca de contratos.

Por estar próximo de Peña Nieto, Lozoya é considerado essencial para determinar se a campanha do ex-presidente nas eleições que o levaram ao poder foi financiada em 2012 com esses subornos.

Ele é o primeiro ex-funcionário mexicano a ser processado pelo escândalo da Odebrecth na América Latina.

Lozoya também vai responder a um processo pela compra feita pela Pemex, entre 2013 e 2015, de uma fábrica de fertilizantes por 485 milhões de dólares, considerado muito acima do mercado. Ele é acusado de receber da antiga proprietária, antes da venda, um pagamento de US $ 3 milhões, com o qual teria adquirido uma casa de luxo na capital.

Detido em fevereiro na Espanha, o ex-funcionário aceitou voluntariamente a extradição e se ofereceu para colaborar com a Justiça, fornecendo nomes e detalhes de outros ex-funcionários que participaram de crimes graves.

sem/llu/jc

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