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Convocados por grupo neonazista, mais de 10 mil protestam em Berlim contra isolamento social

01/08/2020 10h25

Sem distância de proteção e sem máscaras: milhares de pessoas saíram às ruas em Berlim  neste sábado (1°) convocadas pela extrema direita para protestar contra as regras de isolamento social que protege os cidadãos durante a pandemia. A manifestação na capital alemã acontece em meio a uma escalada de contaminações por Covid-19 no país europeu.

Sem distância de proteção e sem máscaras: milhares de pessoas saíram às ruas em Berlim  neste sábado (1°) convocadas pela extrema direita para protestar contra as regras de isolamento social que protege os cidadãos durante a pandemia. A manifestação na capital alemã acontece em meio a uma escalada de contaminações por Covid-19 no país europeu.

Desde a manhã deste sábado (1°), apesar do aumento no número de infecções em Berlim, muitas pessoas se manifestaram contra a política de proteção contra a Covid-19 do governo federal. Um porta-voz da polícia alemã disse que cerca de 10 mil participantes já haviam sido identificados apenas no início da marcha de protesto. Na verdade, esse número era esperado apenas no fim do protesto, segundo informações da imprensa alemã.

Os manifestantes não usaram máscaras e não obedeceram às regras da distância. O ministro da Economia da Alemanha, Peter Altmaier, pediu recentemente sanções mais duras por violações às regras de isolamento social e pediu ações firmes em casos de "má conduta irresponsável", por parte da população.

O slogan da manifestação era "O fim da pandemia - Dia da liberdade", uma referência ao filme homônimo "Dia da Liberdade", produto de propaganda da cineasta nazista Leni Riefenstahl sobre o congresso do do partido de Hitler em 1935.

Símbolos Nazistas

O grupo neonazista "Querdenken 711", que já se manifesta há semanas em Stuttgart, convocou a manifestação deste sábado . Segundo o senador Andreas Geisel (SPD), de Berlim, várias organizações neonazistas também solicitaram participação.

Outro protesto convocado pela teórica da "conspiração", Attila Hildmann, também havia sido anunciada para este sábado, mas foi proibida com antecedência, por acusação de sedição. Foi a segunda proibição consecutiva de uma manifestação de Hildmann na Alemanha.

O protesto teve diferentes bandeiras, inclusive símbolos proibidos pela Constituição alemã como a "Reichskriegsflagge", a bandeira do Exército nazista usada durante a Segunda Guerra Mundial, com a famosa cruz do "Reich", idealizada por Hitler.

Os milhares de alemães ligados a grupos de extrema direita expressaram sua insatisfação com as medidas de proteção contra o coronavírus com apitos e pediram "liberdade" ou "resistência". Slogans como "A maior teoria da conspiração é a pandemia da Corona" também foram ouvidos, segundo a agência de notícias DPA, reporta o Der Sipegel.

(Com agências e imprensa alemã)

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