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Twitter bane ex-líder da KKK simpatizante do nazismo por conteúdo de ódio

David Duke foi líder nacional da KKK e continua a promover valores racistas e antissemitas; Twitter afirma que supremacista violou suas regras - Getty Images
David Duke foi líder nacional da KKK e continua a promover valores racistas e antissemitas; Twitter afirma que supremacista violou suas regras Imagem: Getty Images
do UOL

DO UOL, em São Paulo

31/07/2020 10h22Atualizada em 31/07/2020 10h39

O Twitter suspendeu permanentemente a conta de David Duke, ex-líder de uma das gerações da Ku Klux Klan — grupo de supremacia branca que perseguia e torturava negros nos Estados Unidos entre o século 19 e 20 e ainda tem apoiadores.

"A conta foi suspensa permanentemente por violações repetidas das regras do Twitter sobre conduta odiosa", disse um porta-voz da rede à revista Newsweek.

A expulsão, segundo o comunicado do porta-voz, está de acordo com a postura adotada pelo aplicativo para não causar danos aos usuários através de ataques e ameaças com base na raça, etnia, origem nacional, orientação sexual, gênero, identidade de gênero, idade, deficiência ou religião.

As regras do Twitter avisam para que o usuário não atente contra os princípios colocados em sua política de uso.

O perfil do supremacista branco de 70 anos está sem foto e sem informações no feed de notícias. Há somente um alerta da rede dizendo que a conta foi suspensa.

O ex-líder da KKK também teve sua conta retirada do YouTube em junho. Mais uma vez, Duke desrespeitou as regras da rede de vídeos com discursos de ódio.

Como supremacista, Duke defende a superioridade do homem branco norte-americano e europeu, além de outros discursos extremistas que agravam o racismo — como sua própria experiência à frente da KKK revela.

Simpatizante de teorias nazistas, Duke também fez acenos políticos nos últimos anos. Em 2017, ele elogiou a eleição de Donald Trump ao cargo de presidente dos EUA, na qual ele foi cabo do candidato no espectro da extrema-direita. Trump nega o apoio.

Em 2018, nas eleições do Brasil, Duke — que nega o holocausto — sinalizou apoio ao então candidato Jair Bolsonaro: "Ele soa como nós. E também é um candidato muito forte. É um nacionalista", disse o ex-líder da KKK. Bolsonaro também rejeitou o apoio de Duke.

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