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Lamborghini bate e polícia descobre fraude de R$ 20 mi em fundo da Covid-19

do UOL

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Em São Paulo (SP)

28/07/2020 16h12

Um homem no estado norte-americano da Flórida conseguiu burlar o Programa de Proteção de Pagamento do governo dos Estados Unidos. A finalidade da ação é apoiar empresas que não estejam conseguindo pagar funcionários devido à pandemia da covid-19.

Chefe de uma empresa de mudanças, David T. Hines, de 29 anos, teria relatado incorretamente a folha de despesas de seu empreendimento para receber mais dinheiro. Inflando intencionalmente as contas, ele buscava US$ 13,5 milhões em pedidos de empréstimo e obteve US$ 3,9 milhões (aproximadamente R$ 20 milhões na cotação atual) aprovados.

Ele gastou o dinheiro em sites de namoro, na compra de joias, roupas e estadias em hotéis de luxo. Mas, mais importante, ele adquiriu uma Lamborghini Huracán em maio por US$ 318.497 (R$ 1,6 milhão).

Mas aí o carma atacou e o crime foi descoberto. O homem acabou batendo o Lamborghini no dia 11 de julho e investigadores acabaram ligando o carro a seu nome. Após uma investigação, eles obtiveram seu histórico de compras e o mandaram prender na última sexta-feira.

Ele pagou uma fiança de US$ 100 mil e irá aguardar o julgamento - marcado para o dia 14 de outubro - em prisão domiciliar, na casa da mãe.

A empresa na verdade tem folha de pagamentos de US$ 200 mil, e sequer pagou os empregados durante a pandemia.

"Esses supostos funcionários não existiam ou ganhavam uma fração do que Hines reivindicou em seus pedidos", diz a declaração do inspetor postal, Bryan Masmela, ao Miami Herald.

"Coletivamente, Hines alegou falsamente que suas empresas pagavam milhões de dólares em folha de pagamento no primeiro trimestre de 2020. Os registros estaduais e bancários, no entanto, mostram pouca ou nenhuma despesa de folha de pagamento durante esse período."

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