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FMI prevê pior queda de crescimento no Oriente Médio dos últimos 50 anos

13/07/2020 10h08

Dubai, 13 Jul 2020 (AFP) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) degradou as previsões de crescimento do Oriente Médio a seu nível mais baixo em 50 anos, por causa da queda do preço do petróleo e da pandemia de COVID-19.

À exceção do Irã, a crise sanitária no Oriente Médio causou relativamente poucas vítimas, segundo os especialistas, mas as consequências econômicas do confinamento e da desaceleração mundial da economia são importantes.

As economias do Oriente Médio e da África do Norte vão se contrair 5,7% em média este ano, com quedas de até 13% nos países em guerra, anunciou o FMI, em uma atualização de suas perspectivas econômicas regionais.

Esta projeção é a mais baixa em 50 anos, de acordo com dados do Banco Mundial, e chega depois de um ano de crescimento modesto.

"Trata-se de um retrocesso considerável que agravará os desafios econômicos e humanitários existentes e aumentará os níveis de pobreza, já altos", declarou o FMI, acrescentando que os "distúrbios sociais podem se ver reavivados pela suspensão das medidas de confinamento".

Afetadas pela queda do preço do petróleo, as economias dos países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) devem sofrer uma contração de 7,1%, ou seja, 4,4% a mais do que nas previsões de abril.

Com a desaceleração da economia mundial, o preço do petróleo perdeu cerca de dois terços de seu valor, antes de se restabelecer parcialmente em torno de US$ 40 o barril.

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