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Cazaquistão prorrogará quarentena até final de julho

13/07/2020 17h12

Nursultan, 13 jul (EFE).- O presidente do Cazaquistão, Kasim-Jomart Tokayev, anunciou que prorrogará por duas semanas, a partir desta terça-feira, a quarentena que foi reintroduzida no dia 5 de julho devido ao aumento de casos de Covid-19 no país.

"Em relação à situação epidemiológica no país, o regime de quarentena será prorrogado por mais duas semanas. Amanhã (terça-feira), a comissão governamental tomará uma decisão", escreveu Tokayev em redes sociais em dia de luto nacional pelas vítimas da Covid-19.

Tokayev disse que a quarentena é necessária para proteger a saúde dos cidadãos, que também precisam cumprir "rigorosamente" as próprias medidas de proteção.

De acordo com o governante, existem "sinais" iniciais de que a situação está melhorando no país, mas que "as próximas duas semanas serão fundamentais" para a estabilização da pandemia no Cazaquistão. Os últimos dados oficiais mostram que 59.899 casos e 375 mortes por Covid-19 foram reportados até agora no país.

Alguns médicos cazaques têm questionado as estatísticas oficiais do Ministério da Saúde, uma vez que, segundo publicou no Facebook o neurocirurgião Minzhilki Berdiokhozhdaev, não incluem casos mortais de um surto de pneumonia no Cazaquistão possivelmente causado pela Covid-19.

No dia 9, a embaixada da China no Cazaquistão avisou os cidadãos chineses sobre uma suposta "pneumonia desconhecida" com uma taxa de mortalidade "muito superior à causada pela Covid-19", mas mais tarde suavizou o alerta.

O Ministério da Saúde do Cazaquistão disse que a informação "não correspondia à realidade" e que as notícias publicadas nos meios de comunicação chineses sobre o assunto eram falsas.

A delegação chinesa afirmou que no primeiro semestre do ano a pneumonia causou 1.772 mortes, e que só em junho 628 pessoas morreram no país vizinho, incluindo cidadãos chineses.

O governo cazaque explicou que as contagens de casos de pneumonia bacteriana, fúngica e viral, que também incluem pneumonias virais de "organismos não especificados", estão de acordo com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS). EFE

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