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Presidente sul-coreano criticado por enviar flores ao funeral de mãe de agressor sexual

09/07/2020 06h05

Seul, 9 Jul 2020 (AFP) - O presidente sul-coreano Moon Jae-in, que prometeu ser um "líder feminista" durante sua campanha eleitoral, foi criticado nesta quinta-feira por enviar flores ao funeral da mãe de um político condenado por abusos sexuais.

Moon e outros políticos, a maioria homens do Partido Democrata que governa o país, enviaram flores ao funeral da mãe de Ahn Hee-jung.

O ex-governador, que ficou em segundo lugar em 2017 na disputa do Partido Democrata pela candidatura presidencial, foi condenado no ano passado por ter relações sexuais abusando de sua autoridade.

Uma de suas colaboradoras afirmou que foi estuprada diversas vezes por Hee-jung.

Atualmente ele cumpre uma pena de três anos e meio de prisão.

A Coreia do Sul continua sendo uma sociedade patriarcal e muitas vítimas de assédio e agressão optam por manter o silêncio para não ficar isoladas.

Ahn Hee-jung recebeu uma permissão especial para comparecer ao funeral, durante o qual muitos políticos expressaram pêsames, incluindo o primeiro-ministro Chung Sye-kyun, seu antecessor Lee Nak-yon e o líder do partido governista, Lee Hae-chan.

Ahn autorizou a imprensa a cobrir o evento. Várias fotos mostram uma grande coroa de flores com o logotipo presidencial e o nome de Moon.

Várias associações de defesa das mulheres e personalidades políticas progressistas lamentaram a falta de consideração pelas vítimas de crimes sexuais e afirmaram que é um reflexo da mentalidade tradicionalista.

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