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Pandemia marca feriado nacional nos EUA e continua a crescer no México

05/07/2020 19h33

Washington, 5 Jul 2020 (AFP) - Os Estados Unidos celebraram um feriado nacional de alto risco em meio à pandemia de COVID-19, que avança rapidamente pelo país, assim como em seu vizinho México e no restante da América Latina.

No continente latino-americano, que tornou-se o epicentro da pandemia com mais de 2,8 milhões de casos e 126.000 mortos, o México é o segundo país com mais mortes, atrás apenas do Brasil.

As comemorações do 4 de Julho, dia da independência dos EUA, foram limitadas no país, que registrou 43.742 novos casos e 252 mortes nas últimas 24 horas, de acordo com a Universidade Johns Hopkins. Os três dias anteriores foram marcados por recordes de novos casos, chegando a mais de 57.000 na sexta-feira.

O coronavírus infectou mais de 2,85 milhões de pessoas e matou 129.718 nos Estados Unidos, de longe o país com mais mortes pela pandemia à frente do Brasil (64.265), Reino Unido (44.220) e Itália (34.861).

As autoridades de saúde dos EUA reconheceram no final de junho que haviam perdido o controle da epidemia. Mas isso não impediu que o presidente Donald Trump voltasse a banalizar o perigo neste sábado, em seu discurso nos jardins da Casa Branca.

"Temos feito muitos progressos. Nossa estratégia funciona", disse, reiterando sua crença de que um tratamento ou uma vacina contra a COVID-19 estarão disponíveis provavelmente "muito antes do final do ano".

O presidente voltou a criticar a China, onde surgiu o coronavírus, apontando-a como culpada pela pandemia e insistiu que deverá "ser responsabilizada".

Horas antes, na Flórida, onde o número diário de casos também está batendo recordes, o prefeito do condado de Miami-Wade, o mais populoso do país, decretou toque de recolher a partir das 22h00 locais.

Em Atlanta e Nashville, shows e fogos de artifício foram cancelados. Em outros lugares, foram adaptados para o formato virtual.

- México entre os mais afetados -A pandema deixou pelo menos 529.647 mortos no mundo desde o surgimento da doença no final de dezembro na China, segundo um balanço realizado pela AFP com base em fontes oficiais.

O México se tornou no sábado o quinto país com mais mortos pela doença, 30.366, ultrapassando a França, de acordo com uma contagem do Ministério da Saúde.

O país de 127 milhões de habitantes registrou 252.165 casos do vírus, somando nas últimas 24 horas 6.914 novos casos, seu número mais alto em um dia.

Do outro lado do Atlântico, na Europa, continente com mais mortes pela pandemia, alguns países voltaram atrás em suas etapas de retorno à normalidade.

- Reconfinamento -Na Espanha, que havia encerrado o confinamento há duas semanas, as autoridades de saúde ordenaram neste sábado o confinamento de cerca de 200.000 habitantes em Lérida (nordeste da Espanha), devido aos vários surtos de coronavírus registrados nesta região.

"Decidimos confinar a área do Segriá (na cidade de Lérida), com base em dados que confirmam um crescimento bastante significativo do número de casos de COVID-19", declarou à imprensa o presidente da região, o separatista Quim Torra.

Enquando isso, em Barcelona, a Basílica da Sagrada Família, um dos monumentos mais visitados da Espanha, voltou a abrir suas portas neste sábado depois de mais de três meses, recebendo prioritariamente trabalhadores da saúde, em uma forma de homenagem e agradecimento por seu compromisso durante a pandemia.

A Espanha, um dos países mais afetados pela pandemia com pelo menos 28.385 mortos, já havia reabrido para os cidadãos da UE e do espaço Schengen, além dos britânicos, em 21 de junho.

Na África, o país mais desenvolvido do continente, a África do Sul, registrou um recorde diário de 10.853 novos casos no sábado, segundo dados oficiais. O coronavírus deixa 3.026 mortos no país.

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