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Cotado para Educação diz se arrepender de livro que dedicou ao dinheiro

Renato Feder, secretário de Educação do Paraná - Divulgação/Secretaria de Educação do Paraná
Renato Feder, secretário de Educação do Paraná Imagem: Divulgação/Secretaria de Educação do Paraná
do UOL

Do UOL, em Brasília

05/07/2020 11h58

Cotado para assumir o MEC (Ministério da Educação), Renato Feder, disse hoje (5) que mudou de opinião sobre o livro que escreveu "dedicado ao dinheiro". A postagem foi feita no seu perfil do Twitter.

Ele disse que "hoje, mais maduro e experiente, mudei de opinião sobre as ideias contidas nele" e que "todos podem e devem evoluir em relação ao que pensavam na juventude".

Desde que seu nome voltou ao radar, religiosos e seguidores do autointitulado filófoso Olavo de Carvalho passaram a atacá-lo. Esses dois grupos são da ala ideológica do governo Bolsonaro e parte fiel do seu eleitorado.

A obra em questão tem o título "Carregando o elefante", da editora Hemus. Na página 10, ele dedica a obra ao dinheiro.

"Este livro é dedicado ao dinheiro, não pelos bens materiais que se pode comprar com ele mas, sim, enquanto embaixador da produção, do valor e da troca justa. O sistema baseado no dinheiro certamente tem problemas.

Não são poucos. Mas ele é o melhor já concebido pelo homem e foi o que mais contribuiu para nos tirar do mundo dominado pela fome, guerra e doença. Ao dinheiro, símbolo da criatividade humana e da vontade de homens e mulheres de melhorar de vida", escreveu.

Na postagem de hoje, afirmou que "é falso que tenha havido divulgação de livros com ideologia de gênero no Paraná" e que seja vinculado a ONGs ou instituições educacionais privadas.

Feder é formado em administração pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e mestre em economia pela USP (Universidade de São Paulo). Ele foi um dos cinco maiores doadores para campanha de 2016 de João Doria (PSDB). O hoje governador do estado, à época concorreu e venceu a disputa para prefeito de São Paulo.

O atual secretário de Educação do Paraná fez um relato de informações pessoais sobre sua carreira, não ter filiação partidária, e a empresa que ajudou a construir, Multilaser - uma das principais de tecnologia no país.

Feder foi cotado para assumir o ministério, mas perdeu o posto para Carlos Decotelli, que saiu da vaga antes mesmo de assumir. Ele voltou a ser sondado para o posto.

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