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PI: Detento solda portão de penitenciária e foge deixando policiais presos

Portão de penitenciária no Piauí - Divulgação/Sinpoljuspi
Portão de penitenciária no Piauí Imagem: Divulgação/Sinpoljuspi
do UOL

Aliny Gama

Colaboração para o UOL, em Maceió

03/07/2020 22h00

Um preso fugiu depois de soldar um portão da penitenciária Professor José Ribamar Leite, antiga Casa de Custódia, localizada em Teresina, e deixar policiais penais e militares presos na unidade prisional. A fuga de Francilio Lima Teles ocorreu na tarde da última terça-feira (30). O detento trabalhava fazendo pequenas reformas como eletricista e soldador.

A fuga do preso foi divulgada hoje. Francilio Lima Teles soldou as roldanas do portão principal da penitenciária ao trilho e também o portão pequeno. Até agora, ele não foi recapturado. O homem estava detido pelo crime de violência doméstica.

No dia da fuga, ele foi chamado pela direção do presídio para soldar com uma máquina placas de ferro do portão principal da penitenciária que estavam se soltando. Apesar de já ter histórico de fuga em outras unidades prisionais do estado, o preso foi deixado sozinho durante o serviço.

"É a quinta vez que esse preso foge. Ele fugiu da penitenciária de Esperantina, da de Parnaíba, da Major César, em Altos, e duas vezes agora da Casa de Custódia. Todas essas fugas dele ocorreram com ele usando o trabalho", disse o presidente do Sinpoljuspi (Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí), Kleiton Holanda, em entrevista ao UOL na noite de hoje.

Leite ficou do lado de fora da unidade prisional e aproveitou que estava sozinho para soldar as roldanas do portão ao trilho, vedando totalmente o portão. Ele também soldou o portão menor, que fica dentro do portão principal do presídio. Após isso, ele fugiu levando algumas ferramentas.

"Um servidor que tem uma serralheria foi acionado e cortou as partes que o preso soldou trancando o portão. O que chama a atenção é que lá está havendo uma reforma durante essa pandemia. Esse serviço devia ser executado por uma empresa, mas ficam usando preso. Estamos com pouco efetivo porque muitos policiais penais estão afastados com covid-19. Era para esse reparo ter ocorrido em outro momento, não agora com o baixo efetivo", criticou Holanda.

A Sejus (Secretaria de Estado da Justiça) afirmou que o preso "aproveitou o descuido do servidor para empreender fuga." A Sejus informou que abriu procedimento para investigar o que ocorreu para o preso fugir.

Em nota, o Sinpoljuspi disse que está apurando sobre o histórico de fuga do detento, como também o que ocorreu no dia para que ele escapasse do presídio, para que sejam evitadas "imputações injustas e dissociadas da verdade real".

"Desde já, o sindicato repudia o prévio julgamento de servidor ou servidores sem o devido processo legal e sem a obediência aos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório, garantia maior de todos os brasileiros, assegurados pela Constituição Federal", destacou o Sinpoljuspi.

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