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Ministro da Saúde neozelandês pede demissão após desrespeitar confinamento

02/07/2020 12h58

Sydney (Austrália), 2 jul (EFE).- O ministro da Saúde da Nova Zelândia, David Clark, pediu demissão após estar no centro das críticas desde que furou o confinamento da Covid-19, no mês de abril e, apesar de sua gestão bem-sucedida no combate a pandemia, teve sua saída confirmada nesta quinta-feira pela primeira-ministra, Jacinda Ardern.

"Infelizmente, foi uma distração para nossa resposta (ao vírus) e era algo que não podia ser sustentado", disse Ardern a jornalistas, em Wellington, referindo-se à renúncia do ministro.

Clark, que admitiu ter violado o confinamento duas vezes e é suspeito de ter feito uma terceira vez, já havia pedido demissão há três meses, depois de reconhecer publicamente ter ido a praia com sua família, no dia 7 de abril, coincidindo com o mais alto nível de alerta do país e sob forte isolamento.

No entanto, naquela época, quando o estágio mais crítico da pandemia estava sendo combatido, a premier rejeitou a renúncia de Clark para continuar o combate.

O ministro, que durante o confinamento também admitiu ter andado de bicicleta e é acusado de mudar de casa durante as semanas de alerta máximo, será substituído por Chris Hipkin, que estava no comando do Ministério da Educação.

Em em comunicado, David Clark disse ser o momento certo para sua saída, pois o país está "em um estágio estável, sem indícios de transmissão comunitária do vírus", cujos últimos casos positivos foram identificados nas pessoas que chegaram do exterior.

A Nova Zelândia registra atualmente 22 casos ativos de Covid-19, depois de confirmar um total de 1.178 infectados, incluindo 22 mortes.

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