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Força de elite alemã é reformada por laço com extrema-direita

02/07/2020 13h45

SÃO PAULO, 02 JUL (ANSA) - A Alemanha anunciou que a unidade de elite Kommando Spezialkräfte, conhecida pela sigla KSK, será parcialmente dissolvida por conta da ligação de militares com grupos de extrema-direita e ultranacionalistas.   

O anúncio, que foi feito pela ministra da Defesa, Annegret Kramp-Karrenbauer, ainda informa que não haverá reposição da unidade desmontada no momento. Em uma entrevista ao jornal "Süddeutsche Zeitung", a titular da pasta afirmou que a KSK "se declarou parcialmente autônoma em relação ao Exército, em particular, por conta de uma cultura tóxica de alguns de seus comandantes" e que as coisas "não podem continuar sob sua forma atual".   

A unidade de elite das Forças Armadas alemãs vem sendo alvo de crítica e de investigações há, pelo menos três anos, depois de um episódio em que um membros da unidade fizeram saudações hitleristas durante a despedida de um comandante.   

Outra denúncia atinge o desaparecimento de 48 mil cartuchos de munição e mais de 60 quilos de explosivos diversos, em um ato considerado "alarmante" por Kramp-Karrebauer. Segundo o jornal "The Wall Street Journal", nunca foram achados rastros desse sumiço e acredita-se que eles foram roubados.   

Além disso, houve uma denúncia de que membros da KSK estavam treinando civis ligados a grupos de extrema-direita com o consentimento dos líderes. A KSK foi formada em 1996 e tinha como norte proteger cidadãos alemães em situações críticas ao redor do mundo - dois anos após a morte de vários deles durante os massacres ocorridos em Ruanda em 1994.   

No entanto, com o passar dos anos, o grupo acabou tendo líderes que simpatizavam tanto com movimentos neonazistas e ultranacionalistas. (ANSA)
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