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Ao menos 81 mortos em dois dias de protestos na Etiópia

01/07/2020 16h01

Adis Abeba, 1 Jul 2020 (AFP) - Pelo menos 81 pessoas morreram em dois dias de protestos e violência na Etiópia, após o assassinato de um conhecido cantor da etnia oromo, de acordo com um balanço compilado pela AFP de fontes regionais e do partido de oposição.

"Até agora morreram 81 pessoas, das quais três são membros da força policial especial da Orômia", declarou Ararsa Merdasa, chefe da polícia de Orômia, em coletiva de imprensa.

O partido da oposição, o Congresso Federalista Oromo, garantiu que várias pessoas morreram nesta quarta-feira na cidade de Ambo, onde nasceu o cantor Hachalu Hundessa, a oeste da capital.

Milkessa Beyene, porta-voz de Ambo, explicou que a violência eclodiu quando um grupo de jovens nacionalistas oromo pediu que o cantor fosse enterrado em Addis Abeba.

Entre os mortos está o tio de Hachalu Hundessa.

O cantor era conhecido por seus textos muito politizados, nos quais expressava as frustrações dos oromo, que se sentem marginalizados política e economicamente.

Hundessa foi morto a tiros em Adís Abeba, o que provocou uma onda de protestos.

Os apoiadores do cantor popular exigem que ele seja enterrado na capital, que tem um status especial embora esteja localizada em território oromo.

Os membros dessa etnia consideram que foram deslocados ilegalmente desta cidade.

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