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UE reabre parcialmente fronteiras e Uruguai é único pais sul-americano aceito

30/06/2020 14h00

Luz verde para o Canadá e três países do Magrebe (norte da África), cartão vermelho para os Estados Unidos, o Brasil e a Turquia: a Europa reabre suas fronteiras nesta quarta-feira (1°) a viajantes de quinze países, incluindo a China, esta última sob condições.

Luz verde para o Canadá e três países do Magrebe (norte da África), cartão vermelho para os Estados Unidos, o Brasil e a Turquia: a Europa reabre suas fronteiras nesta quarta-feira (1°) a viajantes de quinze países, incluindo a China, esta última sob condições.

A lista de países cujos cidadãos serão autorizados a viajar a partir desta quarta-feira para a União Europeia, baseada principalmente em critérios epidemiológicos, foi adotada na terça-feira (30) por uma maioria de países da União Europeia (UE), após negociações difíceis, na véspera da aguardada temporada turística de verão no continente.

Viajantes da Argélia, Austrália, Canadá, Geórgia, Japão, Montenegro, Marrocos, Nova Zelândia, Ruanda, Sérvia, Coréia do Sul, Tailândia, Tunísia e Uruguai serão admitidos na UE e no espaço Schengen.

A lista, que deve ser revisada a cada duas semanas, também inclui a China, mas apenas com a condição de Pequim permitir a entrada de visitantes da UE em seu solo, o que atualmente acontece de maneira muito limitada.

Por outro lado, os Estados Unidos, o país mais afetado pela pandemia com 125.928 mortes e quase 2,6 milhões de casos, estão excluídos desta lista, assim como Brasil, Rússia, Índia, Turquia, e Israel, em particular.

Embora tenha deixado a UE em 31 de janeiro, o Reino Unido é considerado um país-membro até o final do período de transição, em 31 de dezembro de 2020.

A proibição de viagem para o bloco também não se aplica a cidadãos e residentes da UE e suas famílias, nem a certas categorias de viajantes (profissionais de saúde, trabalhadores sazonais, diplomatas, viajantes que se deslocam por motivos familiares "convincentes")

 Decisão não-vinculativa

As viagens "não essenciais" de outros paises para a Europa foram proibidas desde 17 de março, a fim de combater a propagação da pandemia. A recomendação adotada não é juridicamente vinculativa e os países da UE são soberanos sobre o controle de suas fronteiras e podem decidir, por exemplo, reabrir apenas uma parte de seus territórios.

No entanto, a coordenação do bloco europeu é considerada essencial devido à liberdade de movimento no espaço Schengen, onde as restrições decididas para combater a pandemia foram gradualmente suspensas.

Resultado de um compromisso entre os imperativos de saúde, o desejo de reiniciar uma economia atingida pela crise, promovendo o turismo, e as considerações geopolíticas, a elaboração da lista foi um empreendimento difícil.

Os europeus estavam divididos sobre a extensão e o ritmo do levantamento das restrições. Muito dependente do turismo, a Grécia começou em 15 de junho a reabrir seus aeroportos para vários países fora da UE, incluindo China, Nova Zelândia e Coreia do Sul.

Os europeus favorecem os visitantes de países cuja situação epidemiológica é semelhante à da UE, onde a pandemia diminuiu. A taxa de novos casos de Covid-19 não deve exceder 16 por 100.000 habitantes (média da UE) nos últimos 14 dias, com base em dados de 15 de junho.

Outros critérios para poder viajar para o bloco europeu são a tendência à estabilidade ou diminuição de novos casos, bem como as medidas adotadas pelo país terceiro para combater a pandemia, incluindo a prática de testes e a confiabilidade dos dados. Mas também "considerações econômicas e sociais".

Se os viajantes da Argélia são admitidos, o inverso não é verdadeiro: Argel anunciou domingo (28) à noite que suas fronteiras permaneceriam fechadas até novo aviso.

Norte-americanos não poderão gastar seus dólares na UE

A situação de pandemia nos Estados Unidos priva o Velho Continente de uma fonte de riqueza turística: a França recebeu 5 milhões de turistas americanos em 2019. Na Itália, atingida pela pandemia, a ausência dos visitantes dos EUA neste verão resultará em um perda de € 1,8 bilhões, segundo o principal sindicato agrícola, o Coldiretti.

Embora a entrada nos Estados Unidos esteja proibida para viajantes da maioria dos países europeus desde 13 de março, o ministro das Relações Exteriores dos EUA, Mike Pompeo, disse esperar uma solução "nas próximas semanas" para retomar o comércio bilateral, considerando que é "importante para os Estados Unidos o retorno dos europeus" e vice-versa.

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