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Subprocurador cita meme em representação sobre ida de Decotelli para o MEC

21.fev.2019 - Subprocurador citou meme em representação sobre escolha de Carlos Alberto Decotelli (foto) para o MEC - Luis Fortes/Ministério da Educação
21.fev.2019 - Subprocurador citou meme em representação sobre escolha de Carlos Alberto Decotelli (foto) para o MEC Imagem: Luis Fortes/Ministério da Educação
do UOL

Do UOL, em São Paulo

30/06/2020 11h39

O Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União) entrou com uma representação para que o órgão decida pela adoção de medidas para apurar possíveis prejuízos ao erário em razão da nomeação do novo ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli.

No documento, o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado diz que sua representação foi inspirada em um meme que diz: "O MEC acaba de criar uma nova titulação: Dr. Honoris Quase".

"Meme também é cultura! A postagem, que se caracteriza como meme por descrever um conceito de imagem relacionado ao humor e que se espalha via Internet, refere-se ao 'quase' doutorado do atual ministro da Educação, Sr. Carlos Alberto Decotelli, que, embora ostentasse no seu Currículo Lattes (editado após o ocorrido) a titulação acadêmica de 'doutor', na verdade não teria defendido a tese na Universidade Nacional de Rosário, na Argentina. Tão somente cumpriu os créditos", diz um trecho do documento.

Subprocurador Lucas Rocha Furtado diz que sua representação sobre nomeação de Decotelli para o MEC foi inspirada em um meme - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

Na semana passada, Decotelli modificou o currículo depois de o reitor da Universidade de Rosário, Franco Bartolacci, afirmar que ele não fez doutorado na instituição argentina.

Ontem, editou novamente o seu currículo Lattes, desta vez após a Universidade de Wuppertal, na Alemanha, não reconhecer o pós-doutorado do economista. O site do MEC também foi atualizado.

Na representação, Furtado também lembra que "pairam suspeitas" sobre suposto plágio ocorrido na dissertação de mestrado do ministro. Conforme publicado pela colunista do UOL Constança Rezende, Decotelli copiou quatro trechos de outras dissertações de mestrado e textos acadêmicos em seu trabalho de mestrado, apresentado em 2008 para a FGV Rio de Janeiro.

O ministro negou as acusações de plágio sobre sua dissertação de mestrado, explicou por que se apresentou como doutor — ainda que não tenha adquirido o título na Universidade de Rosário, na Argentina, como alegou — e confirmou que segue à frente do MEC, mesmo depois dos questionamentos sobre seu currículo.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) postou nas redes sociais ontem uma mensagem de apoio ao novo ministro e citou que o economista está "ciente de seu equívoco" após "inadequações curriculares".

Bolsonaro também declarou que Decotelli comprovou sua competência para ser o titular do MEC e que só recebeu boas recomendações sobre o trabalho do economista. Por outro lado, ele não falou nada sobre para quando será marcada a posse do ministro.

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