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Sindicato dos Metroviários adia paralisação para o dia 8 de julho

10.jun.2020 - Movimentação no metrô da cidade de São Paulo durante a pandemia do novo coronavírus - Bruno Escolastico / Estadão Conteúdo
10.jun.2020 - Movimentação no metrô da cidade de São Paulo durante a pandemia do novo coronavírus Imagem: Bruno Escolastico / Estadão Conteúdo

João Prata

30/06/2020 22h13

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo adiou a decisão sobre a paralisação do serviço do Metrô na capital paulista para o dia 8 de julho. Em assembleia com votação online, a maioria optou por postergar a greve que estava marcada para começar amanhã.

A categoria deverá apresentar uma contraproposta à Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) em audiência amanhã, às 10h, no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2).

"Queremos negociar. Mas não podemos aceitar ataque aos nossos direitos. Se o governo não quiser a greve, que mantenha nossos direitos. Queremos garantir o transporte para os trabalhadores, por isso vamos propor a liberação das catracas para todos. Que as catracas fiquem abertas. Os metroviários vão estar lá para garantir a movimentação", disse o coordenador do sindicato Wagner Fajardoq por meio de Live.

Durante a tarde de hoje trabalhadores e representantes da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) não entraram em acordo em audiência online.

Os metroviários alegam que o governo do Estado está tentando "retirar direitos", como redução do porcentual de pagamento sobre horas extras de 100% para 50%, diminuição do adicional noturno de 50% para 20%, além da extinção de outras gratificações.

O Metrô informou que enfrenta queda acima de 70% na receita. Citando as reduções de salário implementadas na iniciativa privada, a companhia diz que propõe a manutenção integral dos salários e do emprego de todos os funcionários.

Os benefícios, acrescentou o órgão estadual, são "bem mais altos que a média do mercado".

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