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Milhares de sudaneses protestam para cobrar reformas democráticas prometidas

30/06/2020 19h43

Cartum, 30 jun (EFE).- Milhares de pessoas protestaram em várias ruas do Sudão nesta terça-feira para exigir a implementação das reformas democráticas entre a oposição civil e os militares após a queda do presidente Omar al Bashir em 2019.

De acordo com o porta-voz da Associação de Profissionais Sudaneses, Hassan Faruk, em entrevista à rádio de Um Durman, os cerca de 350 mil manifestantes gritaram frases como "a execução dos assassinos dos revolucionários e não há perdão" e "os revolucionários livres seguem em frente".

A associação, que reúne sindicatos opositores e que esteve por trás dos protestos que acabaram com o regime de Bashir, explicou em comunicado que os objetivos das manifestações são enraizar a democracia e levar à justiça os responsáveis pelas mortes de manifestantes nos protestos do ano passado.

Em comunicado, a entidade afirma que luta por uma reforma econômica diferente da que foi realizada durante o governo do presidente destituído.

Nos arredores das principais pontes que unem o centro da capital com as adjacentes Cartum Norte e Um Durman foi mobilizado um forme esquema policial, que utilizou gás lacrimogêneo para dispersar um grupo de manifestantes que tentou cruzar a ponte do Nilo Branco.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro sudanês, Abdalla Hamdok, que comanda o governo transitório desde agosto do ano passado, prometeu que realizará as demandas da revolução que levou à queda do ditador.

O governo anunciou há dois dias um plano para lidar com a queda de 8% do produto interno bruto (PIB) deste ano e que contará com o apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI).

No dia 3 de junho de 2019, as Forças de Apoio Rápido invadiram um acampamento de protesto montado em frente ao principal quartel do Exército de Cartum para pedir reformas democráticas. A ofensiva causou 128 mortes segundo os organizadores do movimento, e menos de 100 de acordo com as investigações.

Desde então, os pedidos de justiça para os mortos nos protestos que levaram à queda de Bashir e em outros posteriores têm sido um dos focos das manifestações. EFE

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